Na tarde de terça-feira, 19, a DIC concluiu o inquérito da morte do agricultor Aleks Lorival de Souza, onde dois indivíduos foram indiciados. O inquérito foi aberto no dia 17 de março de 2017, no dia do seu desaparecimento. Desde então, família e amigos não tiveram mais nenhuma informação sobre o agricultor.

Após recolher relatos das testemunhas, foi constatado que Aleks saiu de casa na companhia de um amigo, levando apenas seu aparelho celular e dirigindo o seu próprio veículo. Através das investigações, foi concluído que o homem - suposto amigo que havia saído com a vítima, foi o autor do homicídio.

O autor do crime assassinou Aleks com uma arma de fogo. A arma utilizada no homicídio era de um homem de Maracajá - cúmplice da execução. Após o assassinato, o corpo do agricultor foi jogado em uma grota, no Morro da Bananeira na cidade de Criciúma. Até hoje o corpo não foi encontrado.

O assassino ao ser questionado pela família sobre o paradeiro de Aleks, disse aos familiares que a vítima havia viajado ao Paraguai e não retornou. A família desconfiando da história do suposto amigo, levou os fatos para a polícia que também suspeitou da versão e iniciou as investigações.

Após cometer o crime, o homem ficou com o celular e o veículo da vítima, um Chevrolet Àgile. O carro foi vendido para um comerciante de Içara, que revendeu para um comprador desconhecido em Porto Alegre. Até o momento o automóvel não foi localizado.

Segundo a DIC, a motivação do crime teria sido um boato feito por Aleks a respeito do assassino. O autor do crime fazia parte de uma facção criminosa e não gostou do comentário feito pelo agricultor, pedindo assim aval da facção para o executar.

O cúmplice do crime foi ouvido e negou qualquer participação, mas os elementos colhidos confirmam a veracidade do envolvimento. Mesmo com as buscas, o principal suspeito não foi localizado. Ambos foram indiciados por homicídio qualificado por motivo torpe e ocultação de cadáver. O principal suspeito está foragido e o cúmplice responde o crime em liberdade.