Márcio dos Santos Salgado, autor confesso do latrocínio que vitimou a jovem universitária Francine da Silva Peres em maio do ano passado, no Balneário Arroio do Silva, foi condenado pelo Poder Judiciário a 30 anos de reclusão, inicialmente em regime fechado. A sentença foi proferida na tarde de ontem pela juíza de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de Araranguá, Leticia Pavei Cachoeira.

O réu foi condenado pelo latrocínio – quando um roubo resulta na morte da vítima – com três agravantes: recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa do ofendido, uma vez que a vítima veio a falecer no interior do banheiro da casa, quando estava enrolada numa toalha, ficando evidenciado que foi pega de surpresa; com emprego de meio cruel, já que o laudo pericial determinou que Francine foi morta com 10 facadas; e por ter agido contra uma mulher grávida, neste caso a prima da vítima, que sofreu violência ao ser puxada para dentro de casa pelo réu quando chegou no local.

Em contrapartida, foi aceita uma circunstância atenuante, porque o réu confessou, espontaneamente e perante a autoridade, a autoria do crime.

Além disso, a magistrada também negou a Márcio o direito de recorrer em liberdade, já que ele permanece detido desde o dia do crime e respondeu a todo o processo estando preso.

Relembre o caso

A jovem Francine da Silva Peres, de 21 anos na época, foi assassinada no dia 16 de maio de 2017, em Balneário Arroio do Silva. No assalto que resultou na morte da universitária, a vítima foi surpreendida por Márcio dos Santos Salgado após sair do banho, no banheiro da casa de uma tia. Ela se aprontava para ir à faculdade em Criciúma, onde cursava Fisioterapia.

Após esfaquear a jovem, o criminoso roubou a pasta com materiais do curso da jovem, relógio, celular e um secador de cabelo. A tia e a prima grávida da vítima chegaram a casa minutos depois e ainda se depararam com o assaltante, que fugiu em seguida. Posteriormente, Márcio foi preso em flagrante pela Polícia Militar, na área central do balneário, em posse da arma usada no crime, uma faca de cozinha e os produtos roubados.

Fonte: Diogo CCR - Francine Ferreira/Clic a Tribuna