Setenta e sete. Este é o número de incêndios em residências registrados nos últimos seis meses na região. Foram 77 casas total ou parcialmente destruídas pela ação do fogo que foram causadas, de acordo com o Sargento Jonatas do Santos Trajano, sub-comandante do Corpo de Bombeiros de Sombrio, e o Tenente Eric Gomes Vamerlati, comandante da mesma unidade, uma única coisa. “Ação humana”, sentencia o comandante. “Direta ou indiretamente. Quando se deixa o ferro ligado, ou instalação irregular do gás de cozinha, equipamentos elétricos antigos, fiação elétrica inadequada que não passa por uma revisão e se sobrecarrega no verão, essas são ações indiretas. As diretas são incêndios criminosos”, explica o sargento.

E mesmo que os donos da casa sejam bastante cuidadosos, as chances de uma chama se acender ainda existe. Uma grande causadora de incêndios está dentro da maioria das casas. “Máquina de lavar automática. A pessoa sai de casa e deixa a máquina trabalhando sozinha. Há uma sobrecarga e ela aquece. Isso pode causar um incêndio”, completa o Sargento Jonatas.

Apesar de haverem tantos casos, os bombeiros dizem que os incêndios acontecem o ano inteiro, aumentando um pouco mais no verão. “Temos que levar em consideração o aumento populacional, aumento de consumo de energia elétrica e de gás, além de mais pessoas na região. Isso faz diferença nas estatísticas”, continua o sub-comandante.

Sobre os incêndios criminosos, o tenente Vamerlati diz que os bombeiros não possuem índices sobre o assunto. “Na nossa inspeção nós apenas alegamos a causa. A investigação fica por conta do Instituto Geral de Perícias. Mas em casa abandonadas, muitas pessoas se reúnem para usar drogas, e isso pode gerar incêndios também”, alerta.

As causas que podem levar a pequenas faíscas e depois à destruição, são inúmeras, mas há apenas um modo de evitar não só as perdas materiais, mas a possibilidade de uma tragédia. “É preciso passar a responsabilidade para quem de fato compete, chamando eletricistas, por exemplo para resolver as situações de forma correta. A informação está mais à mostra, mais acessível, e por isso as pessoas conseguem ver mais o que é certo e errado. Nós trabalhamos muito a prevenção, damos cursos, palestras. A gente faz tudo o que pode, com o que tem, mas o que é preciso é mais responsabilidade”, conclui.

Fogo em Números – 77 ocorrências de 01/08/2017 a 31/01/2018

Araranguá – 23 ocorrências

Baln. Arroio do Silva – 9 ocorrências

Baln. Gaivota – 8 ocorrências

Ermo – 3 ocorrências

Maracajá – 3 ocorrências

Passo de Torres – 4 ocorrências

Praia Grande – 6 ocorrências

Santa Rosa do Sul – 4 ocorrências

São João do Sul – 2 ocorrências

Sombrio – 11 ocorrências

Timbé do Sul – 3 ocorrências

Turvo – 1 ocorrências

Fonte: Correio do Sul