O delegado Jair Pereira Duarte, titular da Delegacia de Polícia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de Araranguá, que está à frente dos trabalhos investigativos acerca do homicídio e tentativa de homicídio, registrados nos primeiros minutos da madrugada de ontem, domingo, dia 03, ouviu nesta segunda-feira, Luciano da Silva de 43 anos, que está internado no Hospital Regional de Araranguá, após ter sido agredido violentamente por Claudinei Rodrigues Lacerda, o boxeador “Casca”.

Conforme o delegado, hoje, várias testemunhas foram ouvidas; entre elas a ex companheira de “Casca”.

“Aqui na DPCAMI, nós já temos outro inquérito instaurado por violência doméstica, tendo como autor o Claudinei, e a vítima sua ex companheira, a qual tinha medida protetiva. Inclusive estávamos atrás dele há aproximadamente um mês para ouvi-lo. A barra de ferro usada no homicídio e tentativa de homicídio, estava no imóvel e já foi usada para agredir a jovem de 25 anos em outra ocorrência”, comentou o delegado Jair.

Ainda de acordo com as investigações e testemunhas, Luciano foi agredido antes mesmo de descer do veículo, vindo a desmaiar. “Casca” então foi até a porta do caroneiro e golpeou com violência Elenita Rosa Rodrigues de 46 anos, – conhecida como “Lita”-, com pancadas de barra de ferro na cabeça. Informações extraoficiais apontam que ela não tinha nenhuma marca de lesão de defesa, morrendo logo após dar entrada no Hospital Regional de Araranguá.

Ao perceber que Elenita estava desacordada, “Casca” voltou para agredir Luciano que havia recobrado a consciência. De acordo com as pessoas ouvidas, “Casca” só não executou o duplo homicídio, pois ouviu Luciano dizer que estava vindo um carro e que seria a polícia. O agressor ao ver a luz, correu para seu Citroën prata e fugiu.

“Casca” até o momento não foi encontrado e o delegado está o indiciando pelos crimes tentativa de homicídio, violação de domicílio, ameaça, feminicídio e homicídio triplamente qualificado, tendo como qualificadoras motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

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Fonte: Diogo CCR