Policiais da DIC reforçam equipe de investigadores que devem esclarecer crime bárbaro que culminou na morte do jovem Erick Kanaan Xavier da Silva, 15

A equipe de investigação da Delegacia de Polícia do Balneário Arroio do Silva, comandada pelo delegado Gustavo Kaiber, recebeu um importante incremento nas investigações da morte do jovem Érick Kanaan Xavier da Silva, 15, o Cirilo, assassinado cruelmente depois de frequentar uma festa de aniversário no bairro Areias Brancas, no Arroio do Silva, na madrugada de domingo, 12.

Segundo a polícia civil, a equipe composta por cinco policiais da DIC – Divisão de Investigação Criminal começou a trabalhar no caso Érick na última quinta-feira, 16 ao município, e já levantou importantes informações sobre os fatos que aconteceram na festa de 18 anos, promovida via whats app, e que antecedeu a morte do adolescente no Arroio.

O Jornal W3 recebeu também informações extra-oficiais, ainda não confirmadas, de que o laudo emitido pelo IGP – Instituto Geral de Perícias, que apura a morte de Érick já estaria nas mãos dos investigadores. Segundo essas informações, o laudo confirma que o adolescente não teria sofrido nenhuma violência sexual. Outro esclarecimento no laudo é quanto à causa mortis. Foi descartada a morte por hipotermia (diminuição excessiva da temperatura normal do corpo) e por traumatismo crânio-encefálico. As provas emitidas pelo IGP demonstram que o rapaz foi duramente agredido, e a causa da morte foi asfixia por estrangulamento – ou seja, o assassino de Érick apertou o pescoço da vítima até a interrupção da respiração, causando a asfixia e a consequente morte do rapaz. Se esta informação for confirmada pela polícia, fica claro que a morte de Érick é um caso de homicídio. Se o laudo indicasse a hipotermia como causa da morte, a linha de investigação seria outra, já que neste caso, Érick não teria morrido assassinado, e sim, em virtude da queda de temperatura provocada pelo frio.

Laudo pericial ainda não foi confirmado, mas informações extra-oficiais indicam que morte de Erick foi por asfixia proveniente de estrangulamento

Cinco dias após o crime, a Polícia Civil permanece ouvindo testemunhas no intuito de esclarecer o crime que chocou a região. Muitas testemunhas ainda serão ouvidas, já que a festa ocorrida na garagem da casa no bairro Areias Brancas recebeu cerca de cem convidados.

As hipóteses levantadas são muitas, e ainda não há nenhum suspeito indicado pela polícia, que apela para as testemunhas que contem o que sabem, inclusive com a possibilidade de proteção através do instituto “testemunho protegido”. Neste instituto, a testemunha é ouvida, mas a única identificação visível é uma digital impressa no papel onde estará escrita sua declaração. Informações na delegacia do Arroio, pelo fone (48) 3529-0196.