Gerir com eficiência os recursos aplicados é um dos compromissos do Instituto Maria Schmitt-IMAS na administração do Hospital Regional de Araranguá. Para isso a instituição tem apostado na inovação e na implantação de processos que possibilitem garantir eficiência no atendimento à população. A mais recente boa notícia é um novo sistema que da maior agilidade ao setor de internação.

A taxa de giro dos internamentos significa quantas vezes o mesmo leito é utilizado por diferentes pessoas. Muitas vezes, o paciente pode ficar muito mais tempo internado do que o necessário, diminuindo assim, o número de atendimentos e aumentando a possibilidade de contrair uma infecção.

Para aumentar esse fluxo e diminuir a estadia dos pacientes no Hospital Regional de Araranguá, foi implantado há poucos meses, o sistema Kanban, que funciona sob coordenação do Núcleo Interno de Regulação-NIR, outra recém criada unidade técnico-administrativa. O NIR já existe há oito meses e possibilita monitoramento do paciente desde a sua chegada à instituição, durante o processo de internação e sua movimentação até a alta hospitalar. A coordenação da unidade está a cargo da enfermeira Larissa Teixeira Martins que já comemora os primeiros resultados da iniciativa.

Segundo a coordenadora, o programa visa auxiliar as equipes médicas e de enfermagem a gerirem o uso dos leitos. Em salas isoladas, que preservam a integridade do paciente, há quadros que contém o nome do internado e as cores correspondentes ao tempo médio de internamento para cada problema.

“Todos os pacientes são identificados com um código de cores, trabalho feito pela enfermagem. Após essa etapa, os enfermeiros da regulação, que acompanham o quadro diariamente, esclarecem as dúvidas e começam a trabalhar em quem possui as cores amarelo e vermelho. Então, entram em contato com o médico para discutir quais ações devem ser tomadas (adiantar exames, responder pedidos de consulta, identificar casos sociais) e, se possível, acelerar o processo”, explica o médico Eduardo Ali, diretor técnico do Hospital Regional.

 

Atendimento padronizado

As cores são estabelecidas com base na tabela SUS (Sigtap – Procedimentos SUS), levando em conta o tempo médio dos procedimentos de internação.

Exemplo: a média de permanência da Pneumonia é de quatro dias. Caso o paciente esteja internado nesse período, o acompanhamento é normal e ele recebe a identificação verde. Ultrapassando, do tempo médio ao dobro dele (nesse caso, entre o 5º e o 8º dia), a cor será amarela, indicando que a atenção será maior. Quando a pessoa ficar internada a mais tempo do que o dobro da média de permanência (ou seja, a partir do 9º dia), receberá a cor vermelha e atenção especial. 

 

Aceitação

De acordo com a enfermeira Larissa, o sistema pode auxiliar os profissionais da saúde e, mais importante, os pacientes. “O Kanban pode alertar a equipe multiprofissional de que uma pessoa está internada há um longo tempo. Com isso, conseguimos verificar o que está pendente, como alguma demora em resultado de exame, para que a pessoa receba alta o quanto antes. Isso sem comentar sobre o estresse e o risco de contrair novas infecções”, afirma.

Na avaliação do Diretor Geral Rafael Bonfada, o objetivo maior é é garantir a segurança do paciente e ainda promover a resolução dos casos com agilidade nos atendimentos realizados.  “Queremos tornar o HRA uma referência em qualidade e segurança, e para isso adotamos a ferramenta KANBAN que hoje já é uma realidade e já serve de modelo para outras unidades do instituto”

 

Outros avanços

Mais além da internação, o Kanban tem garantido agilidade ao  setor de emergência, onde auxilia nas transferências hospitalares reguladas, minimizando o tempo de espera por exames, facilitando resolutividade na conduta médica direcionada ao paciente. “Com a implantação do NIR o Hospital Regional de Araranguá evoluiu. Melhoramos a interface com a Central de Regulação integrada, gestão interna dos leitos, gestão de agenda cirúrgica de forma integral com a central de regulação. Outra evolução foi a criação do  plano terapêutico como promoção de práticas assistenciais seguras na transição do cuidado, garantindo a segurança e qualidade no atendimento prestado ao internado” finaliza a enfermeira Larissa.

Fonte: Assessoria de Imprensa