Um caso de meningite foi confirmado em Araranguá, a informação é da secretaria de Saúde do município. Comprovado nesta manhã, 28, o caso é de uma criança 4 anos que teria contraído a doença e foi internada em Criciúma no dia 19 deste mês. Ela já está fora de risco.

Causada pela bactéria haemophilus influenzae, este tipo de meningite é um dos mais graves da doença, mas que, segundo a secretaria de Saúde, poderia ser prevenido por meio da vacina contra Influenza.

Nesta semana, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive-SC) divulgou um relatório sobre o número de casos de meningite e as mortes por consequência da doença no estado.  Ao todo, já foram registrados 20 casos da doença meningocócica - um tipo de meningite bacteriana. Destes 20 infectados, três morrem. Todos de diferentes sorogrupos.

A meningite tem 12 diferentes sorotipos, e de acordo com as informações da Dive, dentre as vítimas fatais da doença em Santa Catarina, está uma menina de 12 anos, portadora do tipo B, moradora de Imbituba; um bebê de 9 meses com o tipo B, de Jaraguá do Sul; e uma jovem de 18 anos com o tipo W, residente em Lages.

As cidades que registraram mais de um caso foram Blumenau, Itajaí, Lages e Itapema. Já em Balneário Camboriú, Bombinhas, Criciúma, Fraiburgo, Garopaba, Imbituba, Jaraguá do Sul, Navegantes, Palhoça, Porto União, São Francisco do Sul e Turvo, foi um em cada município. O sorogrupo mais contagioso é o do tipo W, encontrado em 30% dos casos já registrados.

 

Caso de Balneário Gaivota e Criciúma não entram nas estatísticas

Uma criança de 6 anos foi internada na terça-feira, 25, com meningite bacteriana. Em Criciúma, na quinta-feira, 27, uma mulher de 45 anos de Cocal do Sul morreu após uma semana internada. Ainda segundo a DIVE, o quadro da criança é estável. A bactéria causadora da meningite em ambos os casos, é a Streptococcus pneumoniae (pneumococo), que não é contagiosa. Este tipo da doença é uma consequência de um agravamento de uma amidalite ou sinusite.

Segundo a DIVE, não há surto da doença estado de Santa Catarina. O comportamento da doença meningocócica permanece endêmico, com incidência de 0.28% por 100.000 mil/hab.

 

Entenda porque não há surto

Apesar dos casos registrados neste ano, para ser considerado surto é preciso que sejam confirmados, no mínimo, três casos causados pela mesma bactéria, na mesma região, em um período de 21 dias, o que não acontece em Santa Catarina.

Na verdade, se comparado ao mesmo período do ano passado, o número de casos é bem inferior. Em 2018, foram registrados 89 casos da doença e 16 pessoas morreram.