Na manhã de terça-feira, 5, a história do Hospital Regional de Araranguá foi marcada por uma cirurgia inédita. A vida de uma criança recém-nascida com gastrosquise - uma deformidade que deixa o intestino para fora do corpo durante a gestação - foi salva.

De acordo com o diretor técnico do hospital, Eduardo Ali Dominguez, o procedimento é mais uma vitória para a saúde da região. “Fico extremamente feliz toda vez que a gente consegue realizar um procedimento inédito, é sempre uma vitória que nós temos que comemorar. E no caso desta cirurgia, ela foi toda planejada, nos preparamos desde a gestação e toda a equipe se empenhou para que a cirurgia fosse um sucesso".

O procedimento cirúrgico foi realizado quando a criança ainda estava ligada à mãe pelo cordão umbilical. “Os recém-nascidos ficam internados na UTI neonatal em média 30 a 45 dias em casos como este, pelo fato do intestino ter ficado exposto no período fetal. Eles demoram semanas até que possam se alimentar por via oral, e quanto mais precoce a cirurgia, mais rápido podemos alimentar o RN. Nesse caso, devido ao acompanhamento da equipe, decidimos realizar o procedimento logo no nascimento, quando o bebê não havia engolido muito ar. Desta forma sendo poupado de anestesia geral e ventilação mecânica inicialmente”, salienta o cirurgião responsável, Christian De Escobar Prado.

O acompanhamento da equipe de Cirúrgica Pediátrica, Neonatologistas e obstetras durou aproximadamente um mês. De acordo com o cirurgião, o sucesso do procedimento é fruto da estrutura do HRA e da eficiência da equipe. “Esse foi um esforço conjunto da nossa equipe, da equipe de enfermagem, obstetrícia, neonatologia e anestesia. O hospital estava preparado e possuía as condições para realização do procedimento” elogiou o cirurgião.