Foto: Rodolfo Espínola

A instalação de quatro praças de pedágio no trecho sul da BR-101, entre Tubarão e São João do Sul, na divisa com o Rio Grande do Sul, repercutiu durante a Ordem do Dia da sessão ordinária da Alesc, na tarde desta quarta-feira, 2. O deputado Volnei Weber (MDB) apresentou a Moção 493/2019, apelando ao presidente da República que se posicione contra a instalação dos pedágios. A matéria foi aprovada por maioria de votos.

O deputado Luiz Fernando Vampiro (MDB) afirmou que a moção tem o apoio dos deputados que integram a Bancada do Sul do Estado na Assembleia. Ele considerou expressiva a tarifa de R$ 4,40 estipulada para cada praça. O parlamentar afirmou ainda que a bancada não é contra a concessão.

Entenda a concessão dos pedágios

Mauricio Eskudlark (PL) se absteve da votação. Ele considerou questionável o teor da moção, por entender que um número menor de pedágios implicará em tarifas mais caras e prejudicará os moradores dos municípios próximos às praças. “Não quero que ninguém pague mais, nem que alguns dos municípios próximos das praças paguem mais, quando a tarifa deveria ser compartilhada com todo o trajeto da rodovia.”

Ada de Luca (MDB) criticou a proximidade das praças e afirmou que isso não ocorre em outros países. Também favorável à moção, José Milton Scheffer (PP) afirmou que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não respondeu aos questionamentos feitos nas audiências públicas que discutiram a instalação dos pedágios.

“Na BR-101, as praças estão a cada 80 quilômetros, com um valor menor do que será cobrado no trecho Sul”, disse Scheffer. “Há algo de estranho nesse processo. Estamos estudando entrar na justiça.”

Marcius Machado (PL) também defendeu a moção. Para ele, os contratos de concessão das rodovias representam uma espécie de novo colonialismo. “O governo entrega para a iniciativa privada ganhar milhões e milhões em cima do povo.”

Bruno Souza (sem partido), que votou contra a moção, afirmou que a concessão da rodovia à iniciativa privada é a melhor alternativa. “O Estado não tem capacidade de manter essas rodovias, tanto que a maioria está em péssimo estado de conservação”, disse.

Para ele, com a concessão, o poder público deveria reduzir os impostos. “O problema é que a economia com a concessão é gasto com folha de pagamento, com inativos.”

Fonte: Agência Alesc