O MDB araranguaense recepcionou na manhã desta sexta-feira, 2, a executiva estadual do partido representado pelo presidente da sigla, Deputado Federal Celso Maldaner, de 66 anos. O encontro aconteceu nas dependências do Restaurante Plaza, localizado no Calçadão, Centro de Araranguá.

Velhos nomes da sigla reunidos / Foto: Anderson Machado

Cercado por velhos nomes da política catarinense, como o ex-deputado federal Edinho Bez, Ada De Luca e Manoel Mota, Maldaner foi recepcionado de forma calorosa por correligionários e simpatizantes do partido em Araranguá.

O deputado está no quarto mandato na Câmara Federal. É natural da cidade de Chapecó, foi prefeito do município de Maravilha e tem uma empresa com 500 colaboradores. Em Araranguá veio articular com lideranças locais, de olho já nas próximas eleições.

“Tudo o que propomos está ligado às eleições municipais em 2020. Nós fizemos um planejamento com metas claras e iremos cumprir cada etapa com o objetivo de eleger 120 prefeitos, 90 vices e 1 mil vereadores no Estado. Estamos preparando este time, pois ninguém possui capital humano e social como nós do MDB”, declarou Celso Maldaner.

Maldaner sinalizou apoio a canditatura de César / Foto: Anderson Machado

Em Araranguá, Maldaner declarou apoio a uma possível candidatura de César Antônio Cesa, de 64 anos.

“Hoje vamos escolher um coordenador geral, um coordenador político, um jovem e uma mulher que irão cuidar do Vale nas próximas eleições municipais. Celso é um homem presente e tem realizado um ótimo trabalho na executiva estadual do partido. Ele é muito parecido com o irmão, Cassildo Maldaner, tem marca na política catarinense”, disse César Cesa.

Derrota Estadual

O MDB é um partido que fora criado no dia 15 de janeiro de 1980. Recentemente a sigla obteve derrota nas urnas no Estado, ainda no primeiro turno. Maldaner atribuiu o fracasso às mazelas internas.

“O que aconteceu em Santa Catarina foi a falta de articulação interna do partido. Quando se impõe coisas, não dá certo. O candidato a governador do Estado deveria ter sido o Udo Döhler, de Jonville, ao contrário de Mauro Mariani, derrotado no primeiro turno das eleições. Faltou um Luiz Henrique da Silveira para dialogar e orientar a sigla”, lamentou o deputado.


Nova e Velha Política

Sobre o termo “nova política” e a onda Bolsonaro, que elegeu nomes até então desconhecidos no mundo experiente da política brasileira, Maldaner foi enfático ao dizer que não existe uma nova política.

“A palavra nova política não existe. Espero que o presidente Jair Bolsonaro aprenda a melhorar a articulação entre poder Legislativo e o Executivo, porque quem faz e comanda o orçamento nacional é o Legislativo. Acredito que o presidente tem comprado brigas desnecessárias, como no caso da OAB, por exemplo. Contudo o MDB votará em tudo que for bem para o Brasil como no caso da reforma da Previdência”, pontou Maldaner.