As movimentações políticas começam a ficar mais intensas em Araranguá. Entre os últimos acontecimentos nos bastidores políticos da Cidade das Avenidas está a decisão do Partido Liberal (PL), de desembarcar do governo de Mariano Mazzuco. O partido permanece na composição da administração por meio do vice-prefeito, Primo Menegalli Junior, mas declina da gestão com os cargos de confiança que possuía.

Na carta oficial, encaminhada ao prefeito, a presidência do PL diz que “após consulta ao consenso do entendimento dos componentes de sua executiva, vem nesta oportunidade colocar à disposição de seu crivo os dois cargos atualmente ocupados por indicação desta agremiação. O PL de Araranguá está se sentindo distante da forma do prefeito fazer política, das suas escolhas e decisões. Acreditamos que a política deva ser regida pela lógica, por valores e por projetos voltados ao futuro do município”, diz o documento assinado pelo presidente, Adriano Machado.

Os cargos em questão são a direção administrativa do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), ocupado por Margarete Timboni, e a chefia de Fiscalização de Obras e Posturas, ocupado por Jean Rocha. “Esclarecemos que o partido está deixando estes cargos. Caso os membros optem por permanecer nestas funções, não terão mais espaço no PL de Araranguá. Esta decisão foi tomada em conjunto de nossa executiva em razão das divergências ideológicas que vêm acontecendo no atual governo”, destaca Adriano.

Primo Jr permanece como vice

Após receber a carta oficial do partido, a reportagem do Grupo W3 entrou em contato com o vice-prefeito, para saber se após a decisão do PL, algo mudaria em sua função. “Não irá mudar porque, diferente dos dois cargos em questão, que foram indicados, o meu não. Eu fui eleito como vice-prefeito, este cargo não é meu, é do povo e não vou abrir mão. Não delego este direito ao presidente da Câmara de Vereadores, que seria o segundo na linha sucessória. Permaneço onde estou”, afirma.

Questionado sobre o espaço dentro da gestão de Mazzuco, Primo Junior afirma que está complicado trabalhar na atual administração. “Não temos espaço. Há algum tempo viemos encontrando dificuldades, tanto que ano passado o então secretário de Planejamento, Fernando Serrano, deixou a pasta por discordar de algumas posturas do prefeito e eu também pedi destituição do cargo de presidente do Conselho Municipal de Inovação”, destaca.

Mesmo declarando as divergências política e a falta de espaço no governo, Primo Junior garante que continuará trabalhando pela cidade. “A medida do possível, vou buscar melhorias sim. Uma das coisas que posso fazer é buscar recursos, inclusive acabamos de conseguir uma verba de R$ 350 mil do deputado Jorginho Melo. Não vou deixar de fazer o que estiver ao meu alcance, pois meu compromisso com os araranguaenses permanece”, finaliza.