Santa Catarina deve ser o estado que, proporcionalmente, mais contribuirá para aprovar a Reforma da Previdência. A estimativa, feita pelo coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB/SC), abriu caminho para que a bancada se reúna com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e com o presidente da República, Jair Bolsonaro, para cobrar parte da dívida histórica que o governo federal tem com o Estado.

De acordo com Peninha, uma reunião na próxima semana será marcada para que os deputados e senadores definam as prioridades de Santa Catarina. Com a lista em mãos, o grupo irá ao Palácio do Planalto para levar as reivindicações. “É importante deixar claro que ninguém está negociando os votos, o que queremos é cobrar o que é nosso por direito. A Reforma pode tirar o Brasil do buraco, nós contribuiremos para que isso aconteça, mas queremos também que Santa Catarina seja beneficiada. As mudanças na Previdência permitirão que haja mais recursos para obras estruturantes, então esta é a hora de mostrar ao presidente qual fatia merecemos”, justifica.

Peninha acrescenta, contudo, que mudanças importantes deverão ser feitas no texto da Reforma: “Já há consenso sobre a aposentadoria rural, o Benefício de Prestação Continuada e alguns outros pontos que serão alterados ou suprimidos. Até o último estágio de tramitação, mais mudanças ocorrerão. São ajustes naturais e necessários para a aprovação”.

Dados da Receita Federal atestam o tratamento desprezível que o governo federal dá a Santa Catarina. Em 2017, o Estado enviou R$ 50,3 bilhões em impostos para a União, mas recebeu de volta apenas R$ 9,3 bilhões, ou seja, R$ 18,64%.

O encontro com Guedes e Bolsonaro está previsto para a segunda quinzena de maio.

Fonte: Assessoria de Imprensa