A partir da próxima semana, Santa Catarina terá um representante no governo de Jair Bolsonaro. O senador catarinense Paulo Bauer (PSDB), que não conseguiu se reeleger nas eleições de 2018, assume a secretaria Especial da Casa Civil para o Senado no governo de Jair Bolsonaro (PSL). Na prática, o tucano será o responsável por tratar do relacionamento do Planalto com os senadores da próxima legislatura.

Nesta quinta-feira, Paulo Bauer divulgou mensagem nas redes sociais falando sobre o convite:

"Confirmado! Acabo de aceitar o convite do ministro da Casa Civil. A partir de segunda-feira, dia 4 de fevereiro, passo a trabalhar no 4° andar do Palácio do Planalto.

Cargo: secretário especial da Casa Civil para o Senado Federal.

Missão: interlocução do Palácio do Planalto com os senadores buscando a harmonia no relacionamento deles com o presidente da República, com o ministro da Casa Civil e com os demais ministros de Estado; acompanhamento dos trabalhos do Senado Federal; encaminhamento e apoio às reivindicações dos senadores junto aos órgãos da administração federal e fornecimento de informações aos senadores sobre as atividades do governo e das decisões do presidente da República.

Com a experiência que adquiri na vida pública, nos diversos mandatos que exerci, especialmente no de senador, espero corresponder às expectativas do ministro Onyx Lorenzoni, de quem sou amigo pessoal há mais de 15 anos, e do presidente Bolsonaro, em quem votei no 2º turno da eleição presidencial e de quem fui colega de bancada por quatro mandatos na Câmara dos Deputados. Esse governo vai dar certo porque o Brasil precisa disso. Vou ajudar com dedicação e empenho!"

Investigação

Paulo Bauer é alvo de uma investigação da Procuradoria-Geral da República, que apura um suposto repasse ilegal de R$ 11,5 milhões da empresa Hypermarcas para a campanha dele ao governo de Santa Catarina, em 2014. Na ocasião, o tucano foi derrotado por Raimundo Colombo (PSD), que foi reeleito para a função.

A investigação surgiu a partir da delação premiada de um ex-diretor da empresa, que disse ter repassado o dinheiro por meio de caixa 2, para manter laços de relação com o político, caso ele assumisse o governo catarinense.

A abertura da investigação sobre o caso foi autorizada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2018. O senador e a defesa dele negam as irregularidades.

Fonte: NSC Total // Foto : Agência Senado