Aos 29 anos, eleito com quase 50 mil votos, o deputado Estadual Felipe Estevão é uma das promessas de mudança para o estado de Santa Catarina, especialmente para a região do Extremo Sul. Natural de Laguna, onde vive até hoje com a família, ele nunca havia se candidato a cargos eletivos, mas nas Eleições 2018, contabilizou 47.390 votos – número que surpreendeu até o próprio deputado.

Na última semana, Felipe visitou a redação do Grupo W3. Em entrevista, ele falou da trajetória de campanha, elencou suas prioridades de trabalho e se comprometeu a lutar também pelo Vale do Araranguá. Acompanhe:

Como surgiu a oportunidade de ingressar na vida política?

Eu sempre fui um cara empreendedor que trabalhou com afinco no ramo de pescados, que a minha família já mantém há um bom tempo, de maneira humilde. E há algum tempo nós vínhamos notando a falta de lideranças políticas que pudessem nos representar, pessoas novas, com ideias do bem – fora do ranço da velha política, que pudesse construir uma política do bem, algo novo e diferente daquilo que estávamos vendo. E aí surgiu o sonho de fazer a diferença, com poucos recursos, mas muito trabalho. A medida que me coloquei à disposição, as pessoas foram acreditando e se unindo a nós, vendo a sinceridade do nosso trabalho.

E quanto ao resultado nas urnas, foi o esperado?

Eu nunca ocupei cargo público, entrei com novas ideias e comecei a trabalhar com afinco. Eu sabia que o partido PSL era um trabalho pioneiro, tinha uma legenda bem pequena – algo entre 15 e 18 mil votos para eleger um deputado – então eu tinha esperança, trabalhei bastante. Porém como tínhamos poucos recursos – não tínhamos fundo eleitoral, fundo partidário, tempo de TV – partimos para uma campanha limpa, utilizando as redes sociais e o corpo a corpo mesmo – tanto que minha única despesa nesta campanha foi com combustível, porque eu fiz questão de ir até onde as pessoas estavam, dormia muito pouco e andava muito. Nós esperávamos um resultado positivo, mas eu confesso que nem nas melhores hipóteses eu esperava fazer quase 50 mil votos, sem dinheiro e sem muitos recursos. Fiquei surpreso, mas lógico, muito feliz e honrado. A ficha demorou a cair, mas agora já estou ciente do tamanho da minha responsabilidade com o povo catarinense.

Esta campanha mostrou o poder das redes sociais – tanto que o presidente e o governador eleitos tinham poucos segundos de televisão. Conhecendo o poder da internet, você pretende usá-la como aliada de seu trabalho?

Com certeza. Eu sempre fui muito ligado à internet, ao mundo online, tanto que até pouco tempo tinha um canal de humor no Youtube – que tem mais de 1 milhão de visualizações. Durante a campanha utilizei muito o Instagram e o Facebook, mostrando minha rotina para as pessoas e a interatividade foi surpreendente. A partir de agora, minha intenção é utilizar as redes sociais para me aproximar da população, mostrar os trabalhos que estão sendo feitos e também ouvir as principais demandas.

E falando em bandeiras de trabalho, o deputado já tem suas prioridades elencadas?

A nossa região é empobrecida – especialmente pelo atraso da duplicação da BR-101, então vamos buscar incentivos que possam trazer desenvolvimento ao Sul. Sem dúvidas, o maior projeto social é a geração de emprego e renda, mas antes disso, a maior reivindicação do empresário é a falta de mão de obra qualificada, por isso, precisamos disponibilizar qualificação às pessoas. Outra grande demanda aqui do Sul é a implantação das quatro praças de pedágio previstas pela ANTT – tema que já estamos atuando de maneira efetiva, ouvindo a população e buscando medidas. Outra bandeira de trabalho nossa é a desburocratização na Agricultura, ouvimos muitas reclamações dos produtores e vamos buscar facilitar estes trâmites. Estaremos sempre abertos à população, ouvindo as demandas e necessidades de cada região.

Na região do Vale do Araranguá, como será sua atuação?

Fomos muito bem votados na região. Temos nosso assessor parlamentar, o Marcos Cardoso, que será um braço do nosso gabinete em Florianópolis. Estamos, inclusive, estudando a possibilidade de criar um gabinete aqui na região, onde eu possa vir com frequência e ouvir as necessidades da população do Vale. Então no que eu puder servir, trabalhar e colaborar, estarei à disposição.