Na sessão da última quarta-feira, 6, o vereador Igor Batista Gomes, anunciou a entrada de dois projetos de Lei na casa legislativa. Mesmo sem ter a assinatura de cinco vereadores – que é preciso para um projeto deste teor, ele anunciou a elaboração dos mesmos, que podem chegar para apreciação ainda nesta semana.

O projeto está gerando muita polêmica dentro da Câmara de Vereadores de Araranguá, pois alguns servidores alegam a inconstitucionalidade do projeto. Além do clima tenso na casa, a população araranguaense esquentou seus ânimos e por meio das redes sociais, parabenizou a atitude do vereador. Em uma enquete sobre o assunto na fanpage do Grupo W3, até o momento com mais de 1,6 mil votos, somou-se que 1,5 mil pessoas votaram SIM para a redução do número de vereadores e de salários dos agentes públicos, e 100 pessoas votaram NÃO.

Normalmente, a atualização dos salários dos cargos eletivos acontece no meio do ano da última legislatura, assim, valendo para a seguinte, como aconteceu em 2016, quando os vereadores aprovaram os reajustes para a atual legislatura. 

Mesmo assim, o vereador Igor, em um vídeo nas redes sociais, afirma que dará entrada e espera contar com o apoio dos demais. “Se os vereadores não querem falar de educação, saúde, meio ambiente e outros assuntos importantes, eles terão que falar em corte de gastos e redução de cadeiras e salários na Câmara de Vereadores”.

A reportagem contatou o vereador Igor, para questionar mais informações para os nossos leitores, mas não obtivemos êxito.

Também entramos em contato com líderes da bancada de cada partido para saber a opinião dos legisladores. Alguns alegam inconstitucionalidade, outros afirmam que o projeto tem que vir da mesa diretora. Entre opiniões contrárias e favoráveis, alguns vereadores preferiram não se manifestar. Confira:

Vereador Adão Vieira do Santos, (Vidrinho), líder da bancada do PR

“Eu, de forma particular, concordo com os projetos do vereador Igor Gomes. Mas acredito que há momentos para que isso seja feito, agora não é o adequado, pois não gerará efeito. Mas o projeto dando entrada irei avaliar a proposta por inteiro”.

Vereador Diego Pires, líder da bancada do PDT

O vereador Diego Pires, em contato telefônico, preferiu não se manifestar.

Vereador Jair Anastácio, líder da bancada do PT

“Eu sou contrário à diminuição do número de vereadores, pois acredito que os bairros de Araranguá precisam estar bem representados na Câmara. Quanto ao salário dos vereadores, eu acredito que seja um valor justo, por exemplo, eu tenho uma profissão, sou professor e historiador e hoje me afastei de tudo isso para exercer exclusivamente este cargo, todos os dias estou na Câmara e nas comunidades. Penso ainda, que há momentos para que esse projeto seja votado, que seria em julho do último ano da atual legislatura, porque mesmo se for aprovado neste ano, a medida começará a valer apenas em 2020”.

Vereador João Abílio Pereira, líder da bancada do PRB

“Eu sou totalmente contrário, Araranguá é uma cidade de porte médio e tem o número de vereadores que necessita e realiza o pagamento dos salários conforme aprovação da última legislatura”.

Vereador José Carlos da Rosa, (Neno), líder da bancada PPS

O vereador de segundo mandato preferiu não falar sobre o assunto.

Vereador Paulo Roldão, líder da bancada do PSDB

“Nós vereadores trabalhamos muito para ouvir as demandas da população de Araranguá. Vivemos em um munícipio grande, por isso a necessidade de ter esta quantidade de vereadores. Quanto à redução de salário, considero válida”.

Vereador Pedro Paulo de Souza (Paulinho), líder da bancada do PSD

“O nosso regimento diz que quem tem que propor este projeto é a mesa diretora. Acredito que o vereador esteja equivocado”.

Vereador Ronaldo Soares, líder da bancada do MDB

O vereador de segundo mandato não atendeu as ligações de nossa equipe de Jornalismo.

Vereador José Márcio Scarsanella (Tubinho), líder da bancada do PP

O vereador José Márcio, o Tubinho, líder da bancada do Partido Progressista, sigla do prefeito municipal, não atendeu as ligações.

Vereador Luciano Zeferino Pires, líder da bancada do PSB

“Previamente fomos informados que este projeto é inconstitucional. Acredito que ele pode ser votado, mas em um momento certo, que é no último ano desta nossa legislatura”, afirmou o vereador.