A menos de um ano das eleições, segurança pública é considerada uma das áreas mais frágeis em Santa Catarina e deve ser um dos principais pontos de atenção dos eleitores na próxima campanha eleitoral. A situação piorou com as facções criminosas pelo estado e o número alto de assaltos e homicídios tem batido recordes, assustando não só as maiores cidades, como as pequenas também.

E para saber o que pode mudar nos próximos anos, acompanhamos o que os pré-candidatos a governador de Santa Catarina têm dito sobre o assunto. Todos eles têm páginas nas redes sociais para que você possa não só acompanhar as ideias, como questionar, sugerir e debater.

Décio Lima (PT)

Nas redes sociais e no site do deputado federal não há muitas publicações sobre a área de segurança pública. Em entrevistas, porém, Décio Lima afirmou que as instituições tuteladas no Estado precisam ter um planejamento também de foco na sua atuação. Ele diz que o Estado tem que adquirir musculatura com a estrutura existente e tratar a segurança com punição.

“Não podemos ser tolerantes com a impunidade, mas temos que tratar a segurança na raiz do seu problema, que é a inclusão social”, disse o deputado defendendo a importância das crianças na escola. “Garantir proteção do Estado nos bolsões que hoje são produtores da criminalidade e da marginalização”. Décio também diz que o jovem precisa ser protegido para não ver a entrada no crime como uma opção de vida.

Gelson Merisio (PSD)

O deputado estadual sempre declarou a segurança pública como sua principal bandeira. Merisio tem cinco projetos de lei nessa área tramitando na Assembleia Legislativa. As propostas passam por dobrar o número de policiais nas ruas, através de um modelo de parcerias hoje já aplicado nos Estados Unidos, e também por aplicar mais tecnologia nos processos de segurança. “Quem está no regime semiaberto hoje é a sociedade. As pessoas saem para trabalhar de dia, em liberdade condicional, e são obrigadas a se trancar em casa durante a noite, com medo”, declarou.

Um dos exemplos mais citados por Merisio é a integração das câmeras de vigilância públicas com as da iniciativa privada, aumentando exponencialmente o alcance das áreas monitoradas. Hoje a polícia tem cerca de duas mil câmeras, que passariam a ser dezenas de milhares apenas com o compartilhamento de informações. Merisio acredita que a crise na segurança pública ainda pode ser revertida para não acontecer o mesmo que no Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, que perderam o controle e hoje têm índices de homicídios semelhantes a de áreas em guerra no mundo. “Precisamos reconhecer que estamos em guerra contra a criminalidade. Para, enfim, começarmos a ganhar.”

Mauro Mariani (PMDB)

O deputado federal diz que Santa Catarina tem os melhores índices de segurança, mas sabe que a sensação de falta de segurança é a principal preocupação das famílias catarinenses. Mariani afirma que é preciso trabalhar leis mais duras e com muita tecnologia e informação. O deputado disse que apesar de ser lógico ter que aumentar o efetivo de policiais, hoje Santa Catarina teria perdido a capacidade de contratação de forma significativa.

Assim Mariani defende um trabalho mais conjunto entre Polícia Civil e Polícia Militar. “Esse caminho principal de tecnologia e informação, além de perseguir o aumento do efetivo, vai permitir um trabalho de prevenção”, defendeu. "Não dá mais para varrer os problemas para debaixo do tapete. É preciso ter coragem para enfrentá-los”.

Paulo Bauer (PSDB)

O senador acredita que Santa Catarina é um estado que “precisa de um governo eficiente na gestão da saúde, educação e segurança pública”. Ele defende que é preciso aproximar a polícia da sociedade e dar à população a condição de também poder colaborar com a polícia.

Bauer afirma que é preciso qualificar mais a polícia com tecnologias e pensar em ações que sejam permanentes. Ele diz que é preciso evitar que o crime aconteça ao invés de só trabalhar de forma reativa. Bauer também é autor de um projeto de lei para que presos monitorados paguem o custo da tornozeleira eletrônica, projeto que está atualmente tramitando na Câmara dos Deputados.