A Assembleia Legislativa de Santa Catarina, representada pela Banca Feminina, está participando do 13º Congresso Internacional Mundos de Mulheres, que acontece conjuntamente com o Seminário Internacional Fazendo Gênero 11 (FG) até o dia 4 de agosto, no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Considerado um encontro interdisciplinar sobre as mulheres, este ano o evento conta com a participação de aproximadamente 8,5 mil participantes de diferentes nacionalidades e terá como temática “Transformações, Conexões, Deslocamentos”.  

De acordo com os organizadores, o encontro acontece a cada três anos e reúne mulheres de todas as partes do mundo, tanto da academia como do ativismo. Movimentando diversos setores do feminismo, o evento promove através do debate a troca de ideias, que favorece a conquista de espaços femininos. Na luta feminista e cotidiana, repleta de desafios, os idealizadores do evento defendem que o encontro é uma maneira de atualizar as discussões e promover a troca de experiência.

Integrante do fórum “Mulheres e atuação nos Poderes Legislativos, a deputada Luciane Carminatti (PT) falou sobre a relevância do tema levando em consideração as contribuições que o debate vai acrescentar na atuação das mulheres na política. “O debate serve para compor uma carta de proposições sugeridas pelas mulheres, onde as participantes têm a oportunidade de expor suas intenções”, informou. Segundo ela, a solicitação de mais mulheres na política, o combate a violência doméstica, organização de conselhos e a emancipação das mulheres estão entre as proposições apresentadas.      

Já a deputada Ana Paula Lima (PT) participou da tenda da Saúde, com o debate “Violência Obstétrica e suas conseqüências na vida das Mulheres”. Segundo a parlamentar, o debate em torno do tema já promoveu muitos avanços como a classificação de Santa Catarina o primeiro a constituir uma legislação voltada para o combate a violência domestica. “A lei vem para o debate na forma de conscientizar muitas mulheres de todos os países dói que é violência obstétrica. Buscamos dar visibilidade a esse problema na tentativa de acabar com esse tipo de violência”, frisou. 

Realizado pela primeira vez América Latina, o congresso já passou por Israel, Holanda, Irlanda, Estados Unidos, Costa Rica, Austrália, Noruega, Uganda, Coréia, Espanha, Canadá e Índia.

As parlamentares também participarão da Marcha Mundos de Mulheres por Direitos, que acontece no dia (2) de agosto, com concentração a partir das 16h, no Terminal Central (Ticen) de Florianópolis.