De autoria do deputado Cesar Valduga (PCdoB), o requerimento que pede a criação da Frente foi subscrito pela deputada Ana Paula Lima (PT), Cleiton Salvaro (PSB), Gabriel Ribeiro (PSD), Manoel Mota (PMDB), Maurício Eskudlark (PR), Mauro de Nadal (PMDB), Milton Hobus (PSD), Natalino Lazare (PR), Neodi Saretta (PT), Nilso Berlanda (PR), Patrício Destro (PSB), Rodrigo Minotto (PDT) e Valdir Cobalchini (PMDB), além de outros parlamentares que manifestaram o desejo de compor a Frente e que devem subscrevê-la na próxima semana.

O deputado Valduga afirmou que a Casan é superavitária e que cumpre um cronograma de investimentos significativos, contemplando municípios menores e com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M), além de regiões que não despertariam interesse da iniciativa privada pelo reduzido retorno financeiro. “A Casan é estratégica para o desenvolvimento econômico e social de Santa Catarina. O caráter público garante investimento em espaços que não são lucrativos e pouco interessariam à iniciativa privada.” O parlamentar enfatizou que a companhia tem um plano de expansão e assinou, na quarta-feira (8), investimentos de R$ 350 milhões no saneamento da Capital.

Compromisso com o futuro

A Frente pretende mobilizar parlamentares, prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias, além de membros do Governo do Estado e aos que pretendem concorrer ao Governo em 2018, para barrar qualquer processo de privatização de empresas estratégicas.

Diversos membros do Governo do Estado afirmaram que não há a intenção imediata de privatizar a Casan, e que o estudo de viabilidade de venda sugerido pelo Governo Federal poderia subsidiar uma decisão que ficaria a cargo do próximo Governo.

Matar no ninho

O deputado Valduga encerrou o pronunciamento onde anunciou o lançamento da Frente afirmando que o propósito é defender todas as empresas e serviços públicos estratégicos catarinenses. “Agora, nos mobilizamos para matar no ninho a ideia da privatização da Casan, mas já adiantamos que não aceitaremos qualquer proposta ou movimento que vise privatizar a Celesc, Cidasc, Epagri, SC Gás, Ceasa ou nenhuma outra empresa pública catarinense”, enfatizou.