O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araranguá, Fernando Espíndula, que esteve presente na sessão histórica do dia 22 de março, quando os vereadores ajustaram os próprios salários, se defende das críticas levantadas pelos edis sobre o fato do Sindicato não ter se manifestado contra o reajuste: “Estávamos no meio de um acordo coletivo, preocupados em repassar os 11,36% para todos os servidores municipais. Era uma sessão tumultuada, e percebemos a manobra. O legislativo é um órgão autônomo, e apenas nos limitamos a nos manifestar dizendo que o momento não era adequado para aumento salarial dos vereadores”, diz.

Espíndula mantém a posição do Sindicato confirmada no início de março, na primeira tentativa de reajuste: “reiteramos esta opinião, porque em face do cenário no país, aqueles que estão frente a um cargo eletivo devem se preocupar com a qualidade de vida da população, e não com os próprios salários”, finalizou.

Trabalho diminui, salarios aumentaram

Um gráfico desenvolvido pela Revista W3 mostra uma triste realidade no Legislativo de Araranguá. Nos últimos três anos, a produtividade caiu pela metade. Em compensação, os salários só cresceram e de 2013 pra cá, aumentaram mais de R$1.600 (Mil e seiscentos reais). Os dados foram obtidos junto ao Portal da Transparência no site da Câmara. Observe o gráfico abaixo: