A influência das obras de implantação e pavimentação da BR-285/RS/SC na qualidade dos recursos hídricos é monitorada a cada três meses pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Conforme o Plano Básico Ambiental do empreendimento, o objetivo principal é detectar, com a devida antecedência, eventuais impactos da construção e obter os subsídios necessários ao efetivo controle ambiental. No dia 17 de outubro, em Timbé do Sul (SC), a equipe da Gestora Ambiental (STE S.A.) coletou as amostras referentes à 13ª campanha. 

O monitoramento ocorre em oito pontos dos rios Rocinha e Seco, ambos diretamente interceptados pela rodovia. As amostras são recolhidas na superfície, sendo em seguida hermeticamente fechadas, etiquetadas e mantidas em caixas térmicas até serem enviadas ao laboratório para realização das análises. Alguns parâmetros já são verificados em campo com o uso de uma sonda Aquaread AP 800, que mede temperatura, oxigênio dissolvido, condutividade, pH e turbidez. De acordo com o engenheiro agrônomo Lauro Bassi, “as medições e coletas são realizadas em locais selecionados acima (montante) e abaixo (jusante) das obras para comparar os resultados e ver se as obras estão causando interferência na qualidade da água, ou seja, no comportamento dos componentes e características da água”, explica.

A periodicidade trimestral busca, entre outros aspectos, acompanhar a interferência da variação climática. “São coletadas amostras nas diferentes estações do ano permitindo monitorar a qualidade da água sob diferentes condições de chuva, temperatura e atividades desenvolvidas nas bacias hidrográficas que contribuem para a qualidade da água nos pontos de coleta” salienta Bassi. 

Os impactos que podem ocorrer sobre os recursos hídricos estão relacionados com o tipo de atividade desenvolvida. Conforme Bassi, os parâmetros levam em conta possíveis fontes de contaminação, como vazamentos de óleos e graxas das máquinas, tratamento inadequado de esgoto e geração de sedimentos ocasionada pela erosão. Vale salientar que na implantação da rodovia é prevista uma série de medidas preventivas, incluindo ações para proteger os solos descobertos, reter sedimentos, drenar as águas pluviais e repor a vegetação suprimida. Até a campanha anterior, realizada em julho deste ano, não foram identificadas alterações decorrentes da obra e os valores se mantiveram no limite permitido para a Classe 2 da Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) nº 357/05, que dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento.

Fonte: Assessoria de Imprensa