Parlamentares do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai debateram, na última sexta-feira, 30, em Florianópolis, ações para desburocratizar e promover o turismo terrestre entre os países que integram o Mercosul, como parte das atividades do Fórum de Qualificação de Graduações e Facilitação do Turismo Terrestre no Mercosul, realizado pela Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira, União Nacional dos Legisladores e dos Legislativos Estaduais (Unale) e União dos Parlamentares Sul-Americanos e do Mercosul (UPM), na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

Ao final do encontro, os deputados elaboraram um documento que será entregue às representações diplomáticas dos países com as ações que foram elencadas para aprimorar o turismo feito pela via terrestre entre os países do bloco.

“Nosso objetivo é chamar a atenção das autoridades para a necessidade de políticas públicas conjuntas em prol do turismo”, afirmou o diretor da UPM Flávio Monteiro.

O deputado Kennedy Nunes (PSD-SC), presidente da Unale e responsável pela condução dos trabalhos, comentou que boa parte dos entraves ao desenvolvimento do turismo terrestre é a burocracia, em especial nas fronteiras.

Os participantes do fórum também defenderam a redução da burocracia como forma de incrementar esse setor da economia. O deputado estadual Luciano Pimentel, de Sergipe, lembrou que a eliminação do visto para os norte-americanos que querem vir ao Brasil aumentou em 200% o número de turistas dos EUA.

Palestra

Responsável pela área de Relações Globais do Senado da Argentina, Carlos Amanquez apresentou aos deputados os desafios para o fortalecimento do turismo terrestre e quais estratégias para desenvolver esse segmento econômico responsável pela movimentação de 20 milhões de pessoas a cada ano dentro dos países do bloco.

Para ele, a real integração do Mercosul passa pelo desenvolvimento do turismo.

“Não adianta nada um país construir uma estrada moderna, de qualidade, se do outro lado da fronteira o turista, além de ter dificuldade para entrar, encontrar uma estrutura precária”, comentou.

Amanquez elencou a promoção conjunta dos destinos turísticos que mais se destacam em cada país; a melhoria nos sistemas de informação, principalmente nas zonas de fronteira; o fortalecimento das tríplices fronteiras e a produção e promoção de rotas turísticas multidestinos como os principais desafios ao turismo terrestre dentro do Mercosul.

A redução das barreiras físicas e regulatórias nas fronteiras, a melhoria da infraestrutura e dos equipamentos turísticos e do Acordo sobre Documentos de Viagem e o incentivo à instalação de mais empresas de locação de veículos também estão entre as ações defendidas por Amanquez.

“Investir em turismo é investir em desenvolvimento”, afirmou o palestrante. “É investir em outras áreas, como infraestrutura, que vão trazer benefícios para outros setores.”

Fonte: Assessoria de comunicação ALESC