O aumento de alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), pegou empresários e consumidores de surpresa. Isso porque, o atual Governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, se comprometeu, durante a campanha eleitoral, em não elevar a carga tributária.

Porém, desde a última quinta-feira, 01, o governo autorizou o aumento de impostos de 7% para 17% dos seguintes: Agrotóxicos, água mineral, carnes de aves, carne suína, gás de cozinha, erva mate, banha suína, pães especiais, sardinha em lata, massas não básicas, peixes in natura, queijo prato e muçarela, misturas para pães e atum em lata.

Preço da carne de frango será afetado nos próximos dias / Foto: Anderson Machado   

A comerciante e dona de casa, Vera Lucia Farias, de 56 anos, vai ao supermercado quase toda semana. A notícia do aumento está fazendo ela refazer as contas e repensar o que irá substituir nas compras.

“Ficará mais difícil para o contribuinte, principalmente aquele que é assalariado. Pagamos muitos impostos e não tem outra alternativa a não ser substituir as carnes por outros itens com preços mais em conta”, revela Vera.

Preço do pastel de frango será afetado / Foto: Anderson Machado

O gerente administrativo, Marcelo Gomes Dias, de 20 anos, aguarda os preços serem repassados pelos fornecedores já com a nova tributação. Ele tem uma padaria que vende pasteis de frango, localizada no bairro Divinéia.

“Acho isso um absurdo. Eu vendo meus pastéis de frango a R$3,00 a unidade. Terei que repassar o preço para o consumidor que certamente vai reclamar”, explicou Marcelo.

Segundo especialistas em finanças, a atitude do Governo estadual foi drástica e equivocada. O aumento de 17% irá encarecer ainda mais a vida de quem vive com o salário mínimo que não sofreu reajuste no período.

“Ao retirar os incentivos fiscais da carne de frango e da carne suína, onde SC é um dos mais importantes produtores nacionais dessas carnes, não mostra preocupação com o governo estadual em cumprir a LDO para reduzir os benefícios fiscais, mas sim em aumentar a arrecadação tributária estadual”, afirma o coach financeiro, Cristiano Brasil.

Em nota à imprensa, o governo estadual se justificou, por meio da secretaria da fazenda, que está cumprindo a lei com base na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) assinada pelo então governador Eduardo Moreira.