Aquilo que um dia seria o novo ginásio de esportes e eventos do município de Balneário Arroio do Silva, se tornou o descalabro, que reflete o descaso, desrespeito e o desperdício do dinheiro público. No bairro Golfinhos, região Sul da cidade, ao lado da capela mortuária, jaz uma estrutura pública que já sepultou quase R$1,3 milhão dos cofres públicos.

Capela mortuária municipal de Balneário Arroio do Silva / Foto: Anderson Machado 

Um elefante branco, que é comparado as obras intermináveis da ponte Hercílio Luz, na Capital de Santa Catarina. Resguardada as devidas proporções. Depois de constatar os problemas na estrutura do empreendimento, a Defesa Civil interditou o local.

A obra do ginásio teve início na gestão do então prefeito do município, Evandro Scaini. Mas nunca fora terminada. No jogo político de empurra, ninguém quer assumir a paternidade do filho perdido. O atual mandatário da cidade, Juscelino da Silva Guimarães, convocou uma coletiva de imprensa, para dizer que não irá se responsabilizar e muito menos seguir com a obra.

Prefeito diz que não irá seguir com as obras do ginásio / Foto: Anderson Machado

O “Mineiro da farmácia”, como é popularmente conhecido, explicou que para finalizar o ginásio, seriam necessários quase R$ 2 milhões de reais, além daquilo que já fora pago. Dinheiro que o município não dispõe em função das dificuldades na arrecadação. Adiantou, porém, que irá buscar a autoria dos culpados na justiça.

Estrutura imprenssiona pelo tamanho / Foto: Anderson Machado 

“Através de uma perícia, será descoberto aonde está problema. Quem tem que pagar pelo o errado não é o município, e sim a pessoa que executou a obra”, declarou o prefeito.

Rachaduras do lado leste do prédio / Foto: Anderson Machado 

Um processo administrativo, com previsão de ser finalizado dentro de 40 dias, somado a um laudo pericial, irão apontar se os problemas ocorreram na fase de projeto ou execução da obra milionária.

Base do lado norte do prédio está comprometida / Foto: Anderson Machado

“Acreditamos que dentro de um a dois anos já teremos uma reposta sobre a questão da ação judicial e do término efetivo da responsabilidade. Porém com a conclusão do processo administrativo, a empresa que executou a obra estará impedida de participar de licitações públicas”, explicou o assessor jurídico da prefeitura, Daniel Menezes de Carvalho Rodrigues, de 40 anos.

Prédio foi condenado pela Defesa Civil / Foto Anderson Machado