A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) aprovou na última quinta-feira, 18, em reunião de diretoria, a revogação de resoluções editadas pelo governo em 2016. Pelo texto as distribuidoras estavam proibidas de realizar a venda direta de botijões de GLP (gás de cozinha).

Funcionário de revendedora carregando veículo de entrega / Foto: Anderson Machado  

Para permitir a venda direta, foram revogados os artigos 36 da resolução 49/2016 e 27, da 51/2016, que proibiam os distribuidores de GLP de participar diretamente da atividade de revenda.

Como funciona a composição do preço do GLP?

Gráfico elaborado pela Petrobras / Foto: site Petrobras

Com a nova resolução em vigor as distribuidoras poderão realizar a comercialização para o consumidor final sem ter que passar pela revenda. Atualmente, os revendedores fazem a venda e entrega a domicílio com veículos próprios, cobrando uma margem de lucro para isso.

João Anastácio, de 53 anos, opera uma revenda de gás de cozinha há 20 anos em Araranguá. A empresa dele emprega quatro pessoas e tem três veículos. Acredita que a nova resolução venha causar pouco impacto para o seu negócio.

“Acho que não muda nada. Acredito que as companhias não tem logística para revender na porta do cliente. Sem o revendedor não tem como atender toda a população”, explicou Anastácio.

A notícia agradou o bolso de consumidores. Especialistas acreditam que a redução no preço do botijão pode ser de até 50% para quem compra.

“Achei ótimo já que pago em média R$70,00 em botijão. Na minha casa são dois fogões”, disse Sivalda Peres Cardoso, de 59 anos moradora do bairro Urussanguinha.

Dona de casa Silvalda espera a redução nos preços do GLP / Foto: Anderson Machado  

“Seria uma boa economia para minha família que é composta por cinco pessoas. O gás em alguns lugares se aproxima de R$ 100,00 o botijão. Quanto mais baixo o valor melhor para o consumidor”, falou o cabeleireiro, Renato Réus Fernandes, de 35 anos.