As aulas mal começaram e os alunos da Escola Básica Otávio Manoel Anastácio, no bairro Jardim Cibele, em Araranguá, já enfrentam problemas. As péssimas condições das salas de aula, com a estrutura do forro e do teto comprometidas, causam transtornos e o medo de que uma tragédia aconteça no local é constante.
 
Na manhã desta sexta-feira, 22, pais, alunos e professores se mobilizaram em frente a instituição de ensino para protestar por melhorias no espaço. A reivindicação é por uma reforma com troca do telhado, atenção aos banheiros e às rachaduras que a estrutura apresenta, além melhorias da quadra coberta.
 
Alguns pais já não querem mais deixar seus filhos frequentar as aulas por medo do teto desabar. “Tenho uma filha que estuda aqui e gostaria que as autoridades ficassem a par de que nossas crianças estão em perigo. Eu tenho conhecimento do estatuto da criança onde fala que a responsabilidade é do Estado e do município”, declarou Daiane dos Santos Dias, mãe de uma aluna do 7º ano.
 
 
Segundo o diretor da escola, Manoel Soares, há mais de 15 anos se fala em reforma no local e que desde então todos os prefeitos que passaram pela Administração tiveram conhecimento disso. “O risco para os alunos e os funcionários da escola é constante não só nos dias de chuva, porque a armação está toda podre e as telhas todas quebradas. O atual prefeito prometeu que a reforma aconteceria em dezembro, já estamos em meados de fevereiro e até agora nada”, afirma. 
 
Durante a manifestação uma reunião foi feita com representantes dos pais, professores, a direção da escola, o CAEP e representantes da Secretaria de Educação de Araranguá. A intenção era definir estratégias para resolver o problema, só que nenhuma ação resolutiva foi proposta. 
 
 
Os pais pedem que as aulas sejam transferidas para outro local enquanto uma reforma em caráter emergencial ocorra na escola. Já a prefeitura, se manifestou por meio da Secretaria de Educação que afirmou que só vai tomar alguma providência após fazer um laudo estrutural das condições do local.
 
“Semana que vem essa comissão, que conversou hoje, estará reunida com o prefeito e ele detalhará melhor as questões da reforma e quanto tempo ela levará. Em princípio, quanto a possibilidade de transferir as aulas para outro local, é necessário aguardar o laudo para ver se algum risco será apontado nele”, explicou o diretor de ensino fundamental, Luiz Carlos Pessi.