Com o rompimento da barragem em Brumadinho, Minas Gerais, nesta sexta-feira, 25, nove bombeiros militares do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina se deslocaram para apoiar a operação local, de resposta ao evento. Além dos bombeiros militares, ainda prestarão apoio três viaturas 4x4, três binômios (dupla entre cão de busca e tutor bombeiro militar), também dois drones, com pilotos, estão a caminho de Porto União – SC, onde irão se encontrar para seguir viagem ao local do desastre natural. Além destes recursos, mais oito bombeiros militares, duas viaturas tracionadas e dois binômios estão de prontidão em seus quartéis para, caso os gestores da crise julguem necessário, serem empregados na operação, se deslocando quando acionados.

O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina possui 14 Forças Tarefas espalhadas pelo Estado, com homens e mulheres treinados para emprego em diversas situações de eventos críticos, desastres naturais e tecnológicos e outros. Com treinamentos específicos e larga experiência, poderão ajudar – e muito – nas operações de Minas Gerais em: intervenções em áreas deslizadas, busca terrestre, comando e gerenciamento de crise, ajuda humanitária, resgates, salvamentos, busca e resgate em estruturas colapsadas, atendimentos pré-hospitalares e outras - cujos treinamentos estão compreendidos pelos integrantes das Forças-Tarefas. O emprego destas equipes não prejudica o atendimento em Santa Catarina, que segue normalizado.

De acordo com o tenente Bianchi, da 3ª Cia de Bombeiros Militares de Araranguá, a Força Tarefa do Batalhão do Extremo Sul Catarinense está de prontidão, mas não irá se deslocar - a menos que haja o acionamento. Inicialmente, as forças tarefas dos Batalhões de Xanxerê e Chapecó são as únicas do estado a se deslocarem. 

Entenda a tragédia

Uma barragem da mineradora Vale se rompeu nesta sexta-feira, 25, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Imagens aéreas mostram que um mar de lama destruiu casas da região do Córrego do Feijão. De acordo com o governo de MG, há ao menos sete pessoas mortas, ainda não identificadas.

O rompimento ocorreu no início da tarde de hoje, na Mina Feijão. A Vale informou sobre o acidente à Secretaria do Estado de Meio-Ambiente às 13h37. Os rejeitos atingiram a área administrativa da companhia, inclusive um refeitório, e parte da comunidade da Vila Ferteco.

Há ao menos sete pessoas feridas. O Corpo de Bombeiros informou por volta das 20h45 que havia aproximadamente 150 pessoas desaparecidas e divulgou uma lista de pessoas resgatadas vivas. Os bombeiros afirmam também que as sirenes de emergência não tocaram.

Foram retiradas nove pessoas com vida da lama e cerca de 100 pessoas ilhadas foram resgatadas. Quase 100 bombeiros estão no local, e devem chegar a 200 a partir da madrugada deste sábado, 26.

A empresa diz que, dos 427 empregados que estavam no local, apenas 279 foram localizados. Segundo o presidente da Vale, Fábio Schvartsman, vazaram 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos - na tragédia de Mariana, há três anos, foram 43,7 milhões.

 

 

Fonte: Fonte/Foto: G1