A Epagri realizou na quinta-feira, 05, o II Encontro técnico Sul-Brasileiro da cultura do maracujazeiro no Centro de Treinamento de Araranguá. Ao todo, foram 73 profissionais de diversas regiões de Santa Catarina, além de Rio Grande do Sul e São Paulo que discutiram temas relacionados ao manejo da cultura para a convivência com a virose do endurecimento do fruto.

Segundo o gerente regional da Epagri de Araranguá, Reginaldo Ghellere, a doença que chegou na região em 2016, causou bastante dano aos pomares, trazendo prejuízos significativos aos agricultores. “Mas foi com uma ação rápida e articulada da Epagri com toda a cadeia produtiva que a cultura se manteve no Extremo-Sul. Diversas capacitações foram realizadas para instruir os agricultores ao correto manejo de um pomar de maracujá para evitar perdas significativas com a virose”, disse.

Reginaldo Ghellere acrescentou que os agricultores passaram a adquirir mudas grandes de viveiristas profissionais, adotaram o cultivo de apenas um ciclo para cada plantio, manejaram melhor o solo. “Eles passaram a adotar um conjunto de medidas que dão sustentação a continuidade dessa importante cultura na região”.

A região de Araranguá possui 80% de todo o maracujá cultivado no estado. São 600 famílias que cultivam 1600 hectares da fruta, que gera uma receita bruta anual em torno de 50 milhões de reais.

Fonte: Reginaldo Ghellere