Um lugar abandonado e sem cuidado algum, essa é a realidade do terminal urbano da Cidade das Avenidas. Localizado na Avenida Padre Antonio Luiz Dias, no Centro de Araranguá, a velha estrutura física está corroída pela ação do tempo e há mais de uma década não recebe nenhuma obra de melhoria.

Todos os dias o terminal é utilizado por centenas de araranguaenses de todas as idades. Mesmo sabendo da importância do local a atual administração municipal não conseguiu gerir e reorganizar o espaço público.

O local sujo, sem cobertura, com bancos quebrados é utilizado três vezes na semana pela aposentada Honorina Soares, de 76 anos. Ela conta que é preciso melhorar as condições do lugar. "Alguma coisa tem que ser feita pela população. Tem dias que eu aguardo o ônibus na chuva".

Para a moradora do bairro Lagoão, Isolete Rocha, além do espaço físico que precisa de melhorias, as condições dos veículos também precisam de uma atenção especial. "Uso diariamente o serviço de transporte coletivo, que a cada dia está mais difícil. A realidade do terminal é triste e a dos ônibus mais ainda”, afirma.

O secretário de Planejamento Urbano, Paulo Ricardo da Silva, contou à reportagem do Grupo W3, que a administração municipal está fazendo um estudo da situação. "A nossa secretaria em conjunto com o departamento de Trânsito está fazendo um estudo para fazer a relocação, pois temos consciência das limitações do ambiente". O mesmo estudo já havia sido prometido pela prefeitura no ano passado, quando em uma das diversas reportagens já produzidas pela W3 sobre o assunto, a administração municipal revelou que contrataria uma empresa especializada para fazer a análise das linhas disponíveis e da nova demanda do serviço na cidade.

Uma solução distante?

Antes do final da gestão do ex-prefeito, Mariano Mazzuco, foi firmado um acordo entre a prefeitura e a empresa Viação Cidade, que presta o serviço de transporte coletivo urbano, onde a administração assumiu o compromisso de pagar uma dívida de R$ 10 milhões.

Com a chegada do petista Sandro Maciel à prefeitura de Araranguá, o executivo comunicou a empresa que a dÍvida não seria paga, confirmou o secretário de Administração e Finanças, Fernando Marcelino. "Fomos orientados pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas a comunicar a prestadora de serviços que não íamos cumprir o acordo".

No inicio da gestão de Sandro, foi aprovado na Câmara Municipal um projeto de lei que obriga a empresa a oferecer além do motorista, a presença física do cobrador. Agora, no ano de 2016 a prefeitura revogou a lei e encaminhou para legislativo o projeto - esse que retira a obrigatoriedade do cobrador- para a aprovação dos vereadores.

Fernando Marcelino

Caso aconteça essa aprovação a expectativa é que administração abra um processo licitatório. "Revogamos essa determinação da Câmara, pois se caso acontecesse a contratação de cobradores haveria um aumento no preço das tarifas. Logo após os trâmites na casa legislativa iremos abrir nova licitação do transporte coletivo ", concluiu Marcelino.

Motoristas trabalham por dois

Dirigir e cobrar esta é a realidade dos motoristas da Viação Cidade, segundo denuncia o sindicato. “A implantação da passagem eletrônica, além de ter resultado em uma série de demissões de cobradores, colaborou para o elevado índice de estresse aos motoristas, que agora trabalham por dois. Horários não estão sendo cumpridos e atrasos estão gerando muitos transtornos aos usuários, sendo que motoristas não estão suportando tanta pressão", denuncia o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte do Vale do Araranguá, Erivaldo da Cunha Cardoso.

Paulo Ricardo da Silva

A reportagem completa você lê na edição de sexta-feira do Jornal W3.