Não muito diferente da posição da CDL, é a posição da ACIVA, que através do seu presidente, Kleber Frigo, diz que reitera a Nota de Repúdio assinada em março, quando da primeira tentativa de reajuste para os anos de 2017 a 2020, que acabou sendo arquivada após grande pressão popular e das entidades de classe.

“Eles mudaram a forma, mas conseguiram fazer o que a população não queria”, opina Kleber, que diz que além de não concordar com o reajuste e defender que os edis de Araranguá deveriam ter a mesma postura encontrada na Câmara de Criciúma, que não reajustou os salários, defende que o piso dos vereadores fosse indexado com base no piso dos professores da rede pública municipal.

“É um deboche com a população. Em pleno ano eleitoral só nos motiva a rever um novo rumo a partir de 2017. Num momento em que todas as empresas e instituições pensam em cortes, baixar as despesas, eles vão nadando contra a maré”.

Ele critica também a ausência de alguns vereadores e servidores da Câmara em plena segunda-feira: “É compromisso de todo empregado, público ou privado, cumprir as funções e honrar os compromissos. O mínimo que podem fazer é cumprir os horários e estar presentes. Isso é um desrespeito a todos nós, que elegemos, apostamos. A situação é indignante”.

Para Kléber, o papel do vereador também deve ser revisto: “Eles devem legislar, da melhor forma possível, trazendo benefícios para a população. Não é fazer favor”, observa.

Para ele, é preciso saber dar o troco: “Fica para que a própria população possa dar a resposta em menos de seis meses, nas urnas”, indica.

Trabalho diminui, salarios aumentaram

Um gráfico desenvolvido pela Revista W3 mostra uma triste realidade no Legislativo de Araranguá. Nos últimos três anos, a produtividade caiu pela metade. Em compensação, os salários só cresceram e de 2013 pra cá, aumentaram mais de R$1.600 (Mil e seiscentos reais). Os dados foram obtidos junto ao Portal da Transparência no site da Câmara. Observe o gráfico abaixo: