Em funcionamento desde 2011, o Parque Industrial de Araranguá, localizado estrategicamente na porta de entrada da cidade, às margens da BR-101 progrediu em estruturam, mas somente ao longo dos últimos dois anos.  Em 2015, conquistou pavimentação, ampliação da rede de energia e melhorias consideradas importantes para que as empresas já instaladas pudessem funcionar de forma adequada.

Acontece que mesmo após sofrer todas estas transformações estruturais, o Parque Industrial sucumbe à espera de medidas administrativas que agilizem a instalação de novas empresas e que fiscalizem com maior rigor aquelas que estão em fase de instalação. Dos 33 lotes disponíveis e doados às empresas do município, apenas 12 estão ocupados.

De acordo com os próprios empresários que atualmente estão funcionando a todo vapor no local, a baixa ocupação do Parque Industrial não é pela falta de novas empresas que queiram se estabelecer ou expandir seus negócios, mas por conta do impasse criado pelas empresas e indústrias que ganharam o direito a usar a área em 2011 e que até o momento ainda nem começaram a se instalar.

Atualmente, segundo levantamento realizado pela Revista W3 ontem, dia 12, cerca de 06 espaços permanecem vazios, sem qualquer indício de obras de implantação e outros 10 estão erguendo prédios, o que indica que em breve poderão abrir suas portas no Parque Industrial.

De acordo com o presidente associação que representa os empresários do Parque Industrial, Fabrício Santos Felisberto, o Baga, apesar do Parque ter surgido em 2011, somente no ano passado, após as obras de pavimentação, é que efetivamente ele passou a oferecer estrutura adequada. “Antes disso só tínhamos poeira e quedas de energia, o que impossibilitava a instalação de novas empresas,” explicou.

De acordo com Felisberto, aproximadamente 10 empresas comaçaram a se instalar no local depois que a pavimentação foi concluída e a distribuição de energia e água melhorou. Estas indústrias tiveram prazo estendido até o dia 30 de junho deste ano para entrar em atividade no Parque Industrial. A medida foi adotada no ano passado em reunião  onde entraram de acordo a associação dos empresários do parque  e a Câmara Normativa. “Acontece que estamos atravessando uma grande crise econômica e neste período de recesso fica muito difícil investir. O que nós defendemos é que a partir deste prazo que expira dia 30 de junho, as empresas que já começaram a se instalar ganhem um novo prazo e aquelas que ainda não iniciaram o processo de instalação percam o espaço que será destinado aos empresários que aguardam na fila,” desabafou.

Parque Industrial sucumbe a espera de medidas administrativas

Instalado desde março de 2012 com sua industria têxtil, o empresário Maurício Bon, também segue a mesma linha de pensamento de Felisberto. Ele também defende que a Câmara Normativa possa rever inicialmente os contratos das empresas que ainda não começaram a se instalar. Maurício também reclamou a falta de representatividade dentro da Câmara Normativa, que é composta por um representante do legislativo, executivo e Aciva. “Se a associação pudesse participar das decisões da Câmara Normativa, minimizaríamos erros como a destinação de espaços corretos, atendendo a finalidade do parque que é abrigar indústrias e não comércio.”

Vereador quer destinar área institucional às empresas da espera

O vereador Kila Ghellere (PSB) aprovou indicação no legislativo, na última segunda-feira, dia 9, para que a Prefeitura de Araranguá crie novas alternativas visando equacionar o problema. “Sugeri que o Executivo Municipal intensifique estudos técnicos a fim de possibilitar que o terreno destinado à área institucional do Parque Industrial também seja usado para a implantação de novas indústrias. Acredito que estes lotes poderiam atender umas quatro empresas que estão na fila à espera de implantação,” explicou.

A medida não foi vista com bons olhos pelos empresários. Maurício e Baga afirmam que está área já foi inclusive solicitada pela associação para a construção de uma sede recreativa que vai atender as necessidades de cunho social  e recreativo. “Temos que pensar no futuro e perceber que daqui a alguns anos não teremos espaço para  esta finalidade que é de suma  importância para os encontros e a atividades de lazer e qualidade de vida. A preocupação inicial deve ser com a destinação dos terrenos que a própria prefeitura possui no local e que estão parados, à espera de novos donos,” concluíram os empresários.

Prefeitura não se manifestou

Nossa reportagem tentou contato com o procurador jurídico do município Markus Pizzolo que não retornou nosso chamado. O prefeito Sandro Maciel será procurado para dar esclarecimentos sobre o assunto.