Eles costumam invadir as cidades durante o verão, mas desta vez parecem ter chego antes mesmo da estação mais quente do ano. Estamos falando dos caramujos africanos, uma praga urbana que pouca gente sabe combater e que ataca principalmente os

municípios litorâneos.

Em Araranguá já há registros deste molusco que tem assustado os moradores no bairro Coloninha. Na avenida Paraíso, a leitora Maria Eduarda Francisco Fernandes fez imagens de uma grande quantidade de caramujos africanos que segundo ela já estão espalhados pela vizinha toda. A espécie que se reproduz com facilidade preocupa não só os moradores mas também a Vigilância Sanitária do município.

Os Caramujos Africanos são capazes de provocar doenças em humanos e animais domésticos, contaminam a água e devastam plantações e jardins. Até a meningite pode ser transmitida pelo molusco. 
Por onde passa, deixa uma secreção e se estiver contaminado por microorganismos pode afetar o sistema nervoso central do homem, causando cegueira e meningite. O contato com o caramujo também pode provocar problemas intestinais graves.


Para evitar a contaminação dos alimentos, a Vigilância Sanitária aconselha mergulhar as verduras, frutas e legumes em uma mistura contendo uma colher de sopa de água sanitária em um litro de água, esperar de 15 a 30 minutos e enxaguar bem antes de comer. 

Ainda de acordo com a Vigilância Sanitária, o número de caramujos aumenta sempre depois das chuvas e a melhor forma de controle é mesmo pegá-los com as mãos, desde que estejam com luvas. A captura deve ser feita nas primeiras horas da manhã e no final da tarde, quando os caramujos saem para comer.
Dicas de como matar os moluscos:


- Para realizar a catação, as mãos devem estar protegidas com luvas ou sacos plásticos para evitar o contato com o animal. 
- Os caramujos recolhidos devem ser esmagados, cobertos com cal virgem e enterrados. 
- Recolher também os ovos, que ficam semi-enterrados e proceder da mesma forma usada para os animais coletados. 
- Os caramujos e ovos recolhidos também podem ser mortos com solução de cloro, três partes iguais de água para uma de cloro, mas devem ser deixados totalmente cobertos por essa solução durante 24hs, antes de serem descartados. 
- Jogar água fervente e incinerar também são opções, mas estes procedimentos devem ser realizados com segurança. 
- O material ensacado também pode ser descartado em lixo comum, mas é preciso quebrar as conchas para que elas não acumulem água, tornando-se possíveis focos para reprodução de mosquitos. 

Busque ajuda:

Em Araranguá a Vigilância Sanitária pode ser acionada pelo telefone: 48- 3903-1903.

 

Reportagem: Saulo Pithan

Fotos: Maria Eduarda Fernandes