A chuva deu uma trégua, o sol voltou a brilhar mas por tempo determinado. De acordo com alerta emitido pela Defesa Civil, retorna a condição de chuva para todas as regiões de Santa Catarina nesta quarta-feira, dia 14. A previsão é chuva com intensidade moderada a localmente forte.  Também há risco de temporal isolado com raios e granizo, especialmente no Oeste e Sul do Estado.

Nesta terça-feira, dia 13, depois de um fim de semana prolongado por conta do feriadão, o dia foi de contabilizar prejuízos. Equipes da prefeitura de Araranguá percorrem os bairros mais afetados para realizar um levantamento dos estragos deixados pela chuva. A Revista W3 também visitou os locais que mais sofreram com as intempéries do tempo e mostra a partir de agora, em um levantamento exclusivo, imagens e dados da destruição. Confira:

Santa Rosa de Lima

Aproximadamente 80% das ruas sofreram danos e apresentam buracos formados pela água da chuva. Situações mais críticas foram registradas na Rua José Realino Gomes e Serafim Soares de Araújo onde verdadeira crateras se formaram na pista. Um das paradas de ônibus que já apresentava problemas também foi ao chão por conta do forte vento que atingiu a comunidade.

Coloninha

Não diferente da realidade de outras localidades, as ruas do bairro Coloninha também foram danificadas pela ação das águas. Na rua Alexandre Acordi, a realidade chega assustar. A rua praticamente sumiu dando lugar à gigantescas crateras que se formaram por conta da enxurrada. Morando no local há mais de 15 anos, a dona de casa Maria Terezinha Maciel, de 58 anos, diz já estar acostumada com o cenário desolador. “Este problema já existe há mais de uma década e parece de difícil solução. Quando chove nossa família se vê obrigada a ficar isolada dentro de casa pois não há condições de trafegar pelo local,” conta.

Arapongas

No bairro Arapongas a baixa velocidade dos carros que não ultrapassam 30km/h evidenciam a triste realidade das ruas. Por aqui, a chuva também deixou estragos. Segundo levantamento  feito pela reportagem, pelo menos 85% das ruas da comunidade sofreram os efeitos da chuva. Situação mais crítica apresentou a rua Girassol, uma das principais e mais movimentadas da localidade. Repleta de buracos, o local se tornou de difícil tráfego por conta das chuvas. O aposentado Antônio Matos de Souza explica que a patrola passa todo mês, mas a realidade só ai mudar depois da tão sonhava pavimentação.

Campo Verde

Logo na entrada de acesso à comunidade é possível ter uma ideia dos estragos. Buracos imensos que se formaram na pista tornam o trânsito lento em 90% das ruas desta localidade. A fúria das águas também causou estragos em parte do trecho da marginal da BR-101 que apresentou deslizamentos próximo a rótula. Na rua Pedro Manoel Gomes, os buracos são imensos.

Polícia Rodoviária

Um das áreas mais atingidas foi o bairro Polícia Rodoviária. O levantamento apontou que 99% das ruas apresentaram sérios problemas deixados pela chuva. Moradores como o aposentado Nelson Rocha, de 54 anos, diz que a prefeitura têm conseguido dar mais atenção ao bairro e mantido a patrola nas principais estradas da comunidade. “A chuva foi que deixou esse rastro de destruição pois as estradas não estavam em estado ruim de conservação. Em dia de chuva é difícil trafegar mas depois vem a patrola e arruma tudo outra vez,” contou o homem.

Na mesma comunidade, seu Agenor Francisco, 67 anos, ficou isolado por mais de duas semanas, após uma área próxima de sua casa ter alagado. Segundo ele, o problema vem ocorrendo em decorrência de possíveis falhas no projeto técnico da obra de duplicação da BR-101, que colaborou para o rompimento de uma antiga tubulação colocada há mais de seis anos pela prefeitura para resolver os problemas de alagamentos no local.

 Prefeitura vai iniciar reconstrução das ruas e estradas

De acordo com o secretário de Obras, Albino Pereira, durante esta terça-feira equipes do setor de obras realizaram levantamento dos pontos mais críticos e uma operação de recuperação das estradas que sofreram prejuízo com a chuva será colocada em prática ainda esta semana. “O que nos impede de uma ação maior e mais rápida imediatamente é a previsão de mais chuva. Já solicitei materiais para uma grande operação de reconstrução mas dependemos do clima para colocar as equipes nas ruas, o que será feito assim que a chuva dar trégua,”

Reportagem: Saulo Pithan

Fotos: David Cardoso