Devido ao atraso nos pagamentos, funcionários do Hospital Regional de Araranguá estão em greve a partir de hoje. Pelo menos 70% dos trabalhadores aderiram à paralisação, correspondentes aos serviços não emergenciais como cirurgias, pronto socorro e Unidade de terapia Intensiva (UTI). Segundo  o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Criciúma e Região (SindSaúde), a decisão foi determinada em assembleia realizada em março deste ano, após os primeiros atrasos nos pagamentos.

O sindicato procurou pelos gestores do hospital, e a resposta por parte representantes da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) não foi favorável. “Como o pagamento não saiu até o quinto útil, que valeria até terça-feira às 0h e nem temos previsão de receber, faremos esta paralisação. Conversei com a administração do hospital e foi dito que até sexta-feira, 9, não haveria depósito”, afirma o diretor do sindicato, João Batista Stevan.

Histórico de atrasos

Os primeiros atrasos com pagamentos aconteceram na instituição em janeiro e fevereiro deste ano, conforme o diretor do sindicato, João Batista Stevan. Como forma de prevenir que o problema voltasse a ocorrer, uma assembleia foi realizada no mês seguinte. Mas, diferentes problemas e reivindicações já foram recorrentes no hospital. “Temos um histórico de problemas, como assédio moral, ameaças de demissão, sobrecarga de trabalho, proposta baixa de salário e falta de funcionários”.

No entanto, a atual administração estaria melhorando as condições para os trabalhadores nos últimos tempos. “Os problemas existem, mas diminuíram bastante em relação ao passado, principalmente no que diz respeito aos assédios morais. Até este mês de outubro, não havia atrasado o pagamento nenhuma vez desde a assembleia”, afirma o diretor.