No próximo domingo, a agenda da família de Gisele Monteiro Donatto, 26 anos, terá um triste apontamento. A data marca quatro meses de mistério da morte da jovem, assassinada com nove tiros no dia 27 de maio, na casa em que morava, no bairro Sanga da Toca, no interior de Araranguá.

Na época, a versão dada pelo marido, única testemunha ocular dos fatos, foi a repercutida e estampada na imprensa. A versão apresentada à Polícia, foi a de que assaltantes mataram a agricultora e roubaram a quantia de R$ 35 mil.

No entanto, as cicatrizes daquele fatídico dia continuam a rondar as lembranças dos familiares, assim como os mistérios que cercam a morte da garota. O pai da vítima, Volnei Donatto, rompeu o silêncio e concedeu entrevista exclusiva à Revista W3, revelando o drama e a tristeza que vivem os familiares desde a perda inesperada.

“Somente vamos descansar quando for apresentado uma solução para o que aconteceu e os assassinos estiverem na cadeia. Não temos paz no serviço, em casa, não há um minuto sequer que não pensamos nela. Não há dor maior do que está. É impossível esquecer,” disse Seu Volnei, entre lágrimas e demonstrando uma angústia, compreensivelmente difícil de camuflar.

Quatro meses depois do crime e sem muitas novidades, os familiares que já realizaram até passeata para cobrar justiça, clamam para que a investigação não pare

“Queremos apenas uma solução para o caso, para ficarmos tranquilos, em paz, porque estão todos sofrendo. Ver os assassinos na cadeia vai aliviar a dor de todos,” concluiu Volnei.

Polícia não tem pistas

O delegado Jorge Giraldi, da Divisão de investigação Criminal – DIC de Araranguá, revelou na época que compreende o desespero da família no entanto considera o caso de difícil solução pois apenas o marido de Gisele afirma ter testemunhado a morte da mulher. Vizinhos e parentes da vítima chegaram a ser ouvidos durante o inquérito policial, no entanto ainda não há pistas que possam levar ao assassino. As investigações continuam afirmou Giraldi.

Reportagem: Saulo Pithan

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