Depois de quase dois anos, o garoto que matou com requintes de crueldade o adolescente Arthur Hobold da Rosa, no campus do Instituto Federal de Sombrio (IFC) já completou 18 anos e ainda continua solto. Revista W3 está em busca de explicações para o descaso que tem revoltado a família da vítima

Um ano e nove meses depois do assassinato de Arthur Hobold da Rosa, no campus do Instituto Federal de Sombrio (IFC), o caso que chocou o país volta à tona. A justiça de Sombrio condenou o menor infrator a três anos de reclusão, no entanto desde março, o garoto que deveria ser recolhido permanece em liberdade.

Em seu facebook, a mãe da vítima, Celina Hobold da Rosa, desabafou sobre a morosidade do sistema e o descaso: “1 ano e 9 meses . Saudades palavra que define a falta que faz um filho. A dor é intensa. Só me resta orar e pedir à Deus coragem para cumprir minha missão até o fim. Espero ansiosa nosso reencontro. Te amo. Arthur Hobold da Rosa. Amor eterno. Eu ainda espero por justiça, o assassino foi condenado, hoje tem 18 anos e continua solto, que justiça é essa? que país é esse?” lamentou.

Ainda de acordo com Celina, o Departamento de Administração Socioeducativa (DEASE), que é o responsável por encontrar uma vaga em algum Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório – CASEP do Estado, está demorando encontrar um local para o assassino que ainda permanece em liberdade. “Não entendo esta demora em arrumar uma vaga para esse assassino, a promotoria de Sombrio cumpriu seu papel, concluindo o processo, agora só falta o DEASE fazer o que é de sua responsabilidade. Este é o  pedido de uma mãe, que acredita na justiça e espera ansiosa a vaga de internação para este assassino, pois quando ele completar 21 anos, estará com a ficha limpa e livre para seguir em frente. Já nós ficaremos presos a este imensa saudade e sentindo a dor que a falta de um filho traz,” comentou entre lágrimas.

Em busca de explicações

A Revista W3 manteve contato com a Promotoria de Justiça de Sombrio. Segundo informações da assessoria, a promotora Dra Elizandra Sampaio que solicitou o recolhimento do assassino em março deste ano, solicitou ao juiz titular, liberdade para falar sobre o assunto. O Departamento de Administração Socioeducativa (DEASE) ainda não se pronunciou sobre o caso, mas prometeu até o final do ano.

Fotos: Arquivo W3