Na última quinta-feira, um drama mostrado pela Revista W3 em sua edição semanal sensibilizou os leitores. A realidade da família da dona de casa Simoni Figueiredo, de 21 anos causou comoção.  Após ganhar o segundo filho, Pablo José, hoje com um ano e sete meses, o prato de comida na mesa virou uma batalha quase diária. Na reportagem Simoni fez um apelo aos leitores que prontamente foi atendido. No dia seguinte dezenas de doações começaram a chegar. A arrecadação surpreendeu até mesmo quem se dispôs a ajudar e acabou beneficiando também outras famílias. Confira.

Instituição Primeiro Amor sensibilizada

Não existem limites para a sensibilidade do povo araranguaense. A Instituição Primeiro Amor – IPA, é prova disso. Os dirigentes entraram em contato com a redação para colaborar. Mais que doações, a entidade se prontificou a ajudar a família pelo tempo que ela precisar.

A entrega de duas cestas básicas, três pacotes de fraldas e uma caixa de leite foram feitas pelo próprio presidente da IPA, Jair Ferraz, e o vice-presidente Alexsandro Machado. “Após ler a matéria da W3, nos sensibilizamos com a história desta família e queremos ajuda-los até que eles possam sair desta situação,” revelou Jair.

Da China, jogador Aloísio concede ajuda

O jogador araranguaense Aloísio dos Santos, mostrou mais uma vez porque é campão não apenas nos gramados mas também fora deles. Por iniciativa própria, após ler e se sensibilizar com a história de vida da família, o atleta manteve contato com a revista para colaborar.

Aloísio vai custear até o final de 2015 as latas de leite que faltam mensalmente ao pequeno Pablo, um garotinho de um ano e sete meses que sofreu paralisia cerebral e tem intolerância a lactose, glúten e corantes, o que faz necessário a compra deste tipo de leite especial, onde cada lata tem custo médio de R$ 85,00. Aloísio vai entrar em contato com a família para tentar auxiliar também de outras formas.

Tecnologia a serviço do bem

O grupo “Parceria Mil Grau’s” que se formou e utiliza como ferramenta de comunicação o WhatsApp também abraçou a causa. Foi através do aplicativo que Cleidsom Rafael, um dos integrantes, conseguiu mobilizar os amigos. Com alguns toque na tela do celular, vários donativos começaram a chegar. São aproximadamente 80 pessoas que se reuniram para colaborar. “Li na Revista W3 e compartilhei a matéria no grupo. De forma muito rápida as pessoas se sensibilizaram e começaram a doar. Esta é a primeira vez que realizamos este tipo de iniciativa mas a sensação de ajudar o próximo é indescritível,” conta.

Desde a última sexta-feira, o grupo que se formou através do WhatsApp fez a entrega de donativos arrecadados. Além de Simoni, outras famílias também foram beneficiadas.

Emoção no encerramento

Para finalizar com chave de ouro, o grupo visitou e conheceu um pouco mais o trabalho voluntário do professor Ricardo Berti, que criou e mantém o projeto “100 Carências no Boxe”. A iniciativa existe há quase cinco anos e oferece através do esporte, uma nova alternativa para mais de 40 crianças em situação de vulnerabilidade social. O momento foi mágico e marcado pela emoção. Para coroar com êxito o encerramento das doações, de mãos dadas, todos fizeram uma oração em sinal de agradecimento.

Reportagem: Saulo Pithan

Fotos: Arquivo