Sindicont, Sescon, CRC-SC e o curso de Ciências Contábeis da Unisul se uniram para tirar dúvidas da população sobre o correto preenchimento da declaração de imposto de renda. Objetivo da ação foi alertar para reduzir as chances de o documento cair na malha fina

A manhã deste sábado foi dedicada a esclarecer dúvidas da população em relação ao imposto de renda 2015. Sindicont, Sescon, CRC-SC e o curso de Ciências Contábeis da Unisul se uniram para realizar o evento “Declare Certo”, uma iniciativa que busca repassar orientação especializada a fim de evita erros e omissão de informações. A atividade teve início as 9h e se estendeu até as 12h.

Na oportunidade os profissionais ensinaram o preenchimento correto da declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) que costuma gerar muitas dúvidas entre os contribuintes.

Segundo os especialistas a recomendação é buscar o auxílio de profissionais da área de contabilidade, conforme orienta a Fenacon. Assim como em 2014, o procedimento pode ser feito pelo site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br) até o dia 30 de abril. Este ano, algumas inovações foram implantadas, como o recebimento de alertas avisando se o contribuinte caiu na malha fina, além da opção de realizar um rascunho do formulário.

O que deve ser declarado

Devem constar na declaração a aquisição bens de consumo acima de R$ 5 mil e movimentações contas-correntes com saldo superior a R$ 140. “É importante ter em mãos todas as notas que comprovem a compra desses produtos, especialmente veículos e imóveis. Igualmente, os extratos bancários emitidos para fins de declaração de imposto de renda, com saldos em 31 de dezembro de 2014, e a informação dos rendimentos obtidos, se for o caso. Isso diminui as chances de fornecer dados imprecisos”, afirma Berti.

Também precisam ser mencionados alguns rendimentos não tributáveis, como valores de rescisão de contrato, do FGTS ou de ações judiciais específicas, conforme orienta o presidente da Fenacon. “Mesmo sem a incidência do IR, eles podem ser considerados como divergência. É fundamental não se esquecer de relacionar esses dados para evitar cair na malha fina”, esclarece.

Outra recomendação, é armazenar documentos de despesas médicas, inclusive planos de saúde, além de gastos com educação própria e de seus dependentes. “Mas é preciso tomar cuidado, porque não é possível deduzir uma compra de óculos ou de medicamentos, por exemplo. Também não é possível deduzir despesas com planos de saúde e educação de dependentes que não façam parte da declaração do contribuinte, mesmo arcando financeiramente com o pagamento”, explica Berti.

Fotos: Divulgação