Mais do que adesão a greve, a categoria do magistério ganhou um importante apoio na manhã desta terça-feira (14), quando os alunos da Escola Maria Garcia Pessi resolveram sair às ruas. A passeata percorreu ruas e avenidas do bairro Cidade Alta e deixou claro uma questão a população: os professores não estão sozinhos.

O movimento foi organizado pelo Grêmio Estudantil da escola, que decidiu fazer a manifestação como forma de retribuir o apoio dos professores, no momento em que o Maria foi interditado. “Nossa escola está sofrendo sérios problemas com a estrutura, chegando a ser interditada. E quando mais precisamos, os professores estiveram ao nosso lado”, explicou a presidente do Grêmio Estudantil, Nicoli Lidio.

O Sindicato dos Trabalhadores na Educação – Sinte/SC Araranguá, esteve representado na passeata pelo professor Rodrigo Antônio Matos, que comentou sobre o movimento. “O apoio dos alunos só fortalece a nossa luta, afinal a educação é um conjunto, onde trabalham alunos, pais e professores”, pontuou Matos.

O movimento recebeu o apoio dos professores da escola, que colaboraram na organização. Conforme a Polícia Militar, a passeata reuniu cerca de 150 pessoas.

O que você tem a dizer ao governador?

A reportagem da Revista W3 fez uma enquete com os alunos do Maria Garcia Pessi, a fim de saber o que pensam os adolescentes sobre o assunto que têm estampado as páginas dos jornais da região: a greve do magistério.

“É uma falta de respeito com os professores, porque todas as profissões precisam deles para se obter o conhecimento. E pelo menos aqui, o professor ganha mal e é pouco valorizado, e dessa forma, nós alunos também somos desvalorizados”, Gabriela Rafael Nazário, 15 anos.

“O governador precisa ter mais respeito pelos professores, pois assim ele estará valorizando nós, alunos, que somos o futuro do país”, Matheus Conti, 19 anos.

“Queremos nossa escola, queremos estudar, e para isso, os professores precisam de um salário digno. Eles só querem a valorização deles, e é só isso. Eles fazem um esforço danado, o trabalho deles é mais do que essencial, e precisam ter reconhecimento”, Luiza Talula da Silva, 15 anos.

Reportagem: Felipe Balthazar

Fotos: Rafael Ribeiro