A rua Capitão Pedro Fernandes, localizada no centro da cidade, acaba de receber um novo nome. Indignados com as precárias condições de conservação do trecho onde residem, moradores de um edifício já denominam o local como rua do descaso. Segundo eles, desde que o Residencial Mondrian foi inaugurado, em janeiro de 2014, a promessa era de revitalizar a rua, a mesma onde está instalado o único anfiteatro da cidade, o Célia Belizária de Souza.

Na última semana, os moradores se reuniram para tratar do assunto e cobrar do governo municipal uma solução para o impasse. Depois de buscar saída junto ao executivo, os 48 moradores que vivem no Residencial resolveram apelar para a imprensa e tornar público o dilema que enfrentam diariamente.

A Revista W3 foi acionada e participou do encontro onde moradores desabafaram sobre a péssimas condições estruturais da rua, o prejuízo que estão sofrendo, a falta de iluminação pública, a sensação de insegurança e a sujeira que os cercam. De um lado está um terreno baldio que acumula mato e sujeira, do outro lado do edifício existe um prédio abandonado completamente tomado pelo mato. “Este conjunto de problemas tem preocupado as quase 50 famílias que residem aqui Mondrian. Convivemos com a sujeira, a areia e a lama que em dias de chuva torna imunda a entrada do prédio. Basta passar pela rua para ter uma ideia da dimensão do problema,” denuncia a advogada Lúcia Machado dos Passos.

Iluminação só no carnê do IPTU

Aliado a precariedade da rua que está praticamente intrafegável, a iluminação pública é praticamente inexistente neste trecho. O empresário Marcelo Leite alertou para os problemas de segurança e revelou que a iluminação pública para os moradores do prédio só existe mesmo no carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano-IPTU. “Todos pagamos a taxa de iluminação mas ela praticamente não existe. Quem se aproveita disso são os usuários de drogas que ocupam as escadarias do teatro para fazer uso de entorpecentes,” revela.

Crateras e prejuízos

A promotora de eventos e moradora do residencial, Leila Machado dos Passos conta que no início do mês passado um de seus vizinhos teve um prejuízo de aproximadamente R$2.500 depois de ter danificado o veículo em uma das crateras abertas ao longo do trecho. As pedras que estão soltas oferecendo sérios riscos à população, acabaram atingindo uma peça do motor do automóvel que precisou ser consertado. “Esta não é a primeira vez que algum morador tem prejuízos por conta da rua totalmente esburacada. Precisamos urgente de uma intervenção,” detalha.

A síndica do prédio, Norma Silva, relembrou que na época da inauguração os moradores ouviram do vice-prefeito Rodrigo Turatti que as obras de melhorias seriam iniciadas logo em seguida. Em dezembro do ano passado um abaixo assinado foi entregue na prefeitura e um nova promessa foi feita aos moradores. “Eles afirmaram que o projeto estava concluído e o dinheiro garantido no orçamento deste ano. A expectativa era iniciar as obras em fevereiro, no entanto já estamos em abril e mais uma vez fomos ludibriados. Estamos cansados desta omissão e descaso. Queremos uma solução para este impasse, afinal de contas mensalmente a prefeitura arrecada quase R$20mil de impostos com este residencial,” desabafa.

Da Redação

Fotos: Rafael Ribeiro