A semana iniciou com mobilização intensa entre os servidores públicos municipais que desde a última quinta-feira estão em “estado de greve”. Várias repartições públicas já possuem faixas indicando o movimento. Segundo Fernando Espíndula, presidente do sindicato que representa a classe, a intenção é mostrar à população os motivos que podem levar os trabalhadores a cruzar os braços nos próximos dias. “Não queremos a grave, mas não restará outra alternativa se a administração municipal não conceder o aumento que estamos reivindicamos. O sindicato conseguiu provar através de estudos de impacto financeiro que é possível conceder o aumento e é por isso que estamos lutando,” explicou.

 Uma comissão técnica do sindicato realizou estudos financeiros para provar, que ao contrário do que afirma a prefeitura, é possível conceder o aumento solicitado. Simulações foram feitas levando em consideração a mesma arrecadação do município no ano passado e ao aumento geraria um comprometimento de pouco mais de 53% da arrecadação, o que tornaria viável o aumento. A Lei de Responsabilidade Fiscal determina que 54% do orçamento é o máximo que uma prefeitura pode gastar com a folha.

Proposta rejeitada

Por unanimidade os trabalhadores rejeitaram os 3,8% oferecidos pelo executivo municipal que na primeira proposta ofereceu 3,65% parcelado, sendo 2% em março e 1,65% em novembro. Em relação ao cumprimento do piso salarial do magistério, que representa um aumento de 13%, o prefeito Sandro Maciel afirmou que já cumpre e portanto não poderia conceder aumento para os professores. Os servidores pedem 7,6% INPC, mais 0,4% ganho real e a reposição dos 13% na carreira aos profissionais da educação.

Reportagem: Saulo  Pithan

Foto: Colaboração: Yuri Silva- Especial W3