A confusão está instalada há dias, mas o embargo da obra de construção da nova escola Juvenil da Cunha Colares, no Distrito Boa Esperança, em Sombrio, durou menos de 24 horas e ontem mesmo os serviços foram retomados pela Engetom, empresa que venceu a licitação da Prefeitura de Sombrio para a construção da terceira escola nova, simultaneamente erguida com as outras duas, para a rede municipal de ensino.
Para a Prefeitura Municipal, o acordo e o fim do embargo, sem a necessidade de deslocamento a Florianópolis, para tentar derrubá-lo no Tribunal Regional do Estado, foi uma vitória da educação.
“Precisamos tanto melhorar a educação em todo o nosso país e quando uma cidade faz o que estamos fazendo, com três escolas sendo construídas de forma simultânea, enfrentamos barreiras como essa. Mas finalmente tudo foi vencido, a comunidade sai triplamente satisfeita, com escola, com campo novo onde já estamos fazendo e mais um novo que sairá próximo do atual”, salienta o prefeito, Zênio Cardoso.
Como se chegou ao acordo

Ao falar do terceiro campo da comunidade, Zênio se refere a área de terra que apareceu para solucionar todos os impasses. Alguns membros da comunidade, na noite de quarta-feira, quando o próprio prefeito e o Juiz, Fernando Cordioli Garcia, foram visitar a Boa Esperança e conhecer melhor o que estava acontecendo, mostrou não querer o campo que está sendo construído. Primeiro por ser uma terra arrendada e não definitivamente da municipalidade. Depois, quando se chegou a um possível acerto para procurar o proprietário e se ter o campo definitivamente, os mesmos membros relutaram, mudando a justificativa para a distância do campo novo. Aí então, um dos moradores apresentou outro terreno, capaz de ter um campo de futebol e mais centralizado. A área de terra nova tinha o “sim” do dono, que não estava presente, mas recebeu telefonema e se comprometeu em ir até o Fórum, na reunião de última hora, marcada para a manhã de ontem.
No Fórum, com Juiz e a Promotora Elizandra Sampaio Porto, observando as conversas, foi fechado o acordo com o proprietário da nova terra, e assinado ali mesmo. A prefeitura fará a alocação o espaço, nos mesmos moldes de onde o novo campo está em construção, ou seja, paga R$ 400,00 por mês e realiza obras de terraplanagem, drenagem, plantação de grama e construção dos vestiários.
Assim, três campos ficarão disponíveis para a comunidade da Boa Esperança. Um particular, que tem contrato de comodato com a prefeitura e outros dois arrendados. A promotora, durante o encontro, fez questão de lembrar que os campos de futebol são áreas de lazer disponíveis para todos os membros do Distrito, não de um, ou outro time de futebol ou associação. Qualquer cidadão pode usá-los, apenas respeitando uma organização nos horários agendados.
Quando já se passava das 12h, prefeito, membros da comunidade de Boa Esperança, Juiz e os advogados, assinaram o acordo, que selou a paz e definiu pela volta da construção do maior bem que a comunidade terá: a nova escola com 12 salas de aula, laboratórios, biblioteca e ginásio, idealizado, projetado e agora realizado pela Prefeitura de Sombrio.
“A razão estava do nosso lado, aliás, a maioria da comunidade também. Poderia ter ido buscar a derrubada do embargo em Florianópolis, mas preferimos conversar com o doutor Cordioli e a comunidade para que todas as arestas fossem apagadas definitivamente e todos saíssem contentes, sem prejuízo ao erário público, nem aos desportistas e muito menos a educação sombriense”, concluiu Zênio.

Reportagem: Fabrício Espindula-Especial Revista W3