A Defesa Civil ainda contabiliza os estragos causados pela forte chuva que caiu na noite de sábado em Araranguá. Segundo Marcio Honório, um dos coordenadores do órgão, a chuva que caiu por aproximadamente 50 minutos foi o equivalente ao que choveu durante o mês inteiro.

Ainda de acordo com a Defesa Civil municipal a enxurrada atingiu pelo menos 10 bairros da cidade causando estragos principalmente na infraestrutura urbana do município. Ruas ficaram alagadas, outras chegaram a desmoronar e famílias inteiras tiveram que deixar suas residências que foram tomadas pela água. A Coloninha foi o bairro mais castigado. No local cinco ruas precisaram ser interditadas devido a risco de desmoronamento. A Defesa Civil sinalizou e isolou os locais.

Na  rua Governador Celso Ramos mais de cinco casas ficaram alagadas e a lâmina de água no interior das moradias chegou a atingir 30 milímetros. Os próprios moradores formaram pequenos mutirões para socorrer as famílias mais atingidas. Alguns trechos da rua precisaram ser isolados porque começaram a desmoronar em decorrência da água que desceu dos morros.

Moradora entra em desespero

Ainda no bairro Coloninha, a moradora Katiuce Constantino entrou em desespero ao ver a casa completamente tomada pela água. O muro da residência desabou inteiro e a lâmina d’agua atingiu 50cm causando estragos na mobília. “Esta é a segunda vez que perco tudo dentro de casa. É revoltante perder aquilo que a gente adquire com muito sacrifício por causa de uma chuva. Já implorei para a prefeitura resolver o problema mas nada foi feito e o resultado é essa destruição toda,” desabafa.

Revoltada, Katiuce e os vizinhos resolveram bloquear a rua Felipe Baixa, onde mais de 10 famílias convivem como o mesmo problema. Utilizando restos do muro que desabou eles bloquearam a rua impedindo a passagem de veículos para protestar contra o descaso da prefeitura. “Enquanto eles não criarem vergonha e dar uma solução para o problema vamos manter a rua fechada,” protestou a moradora.

Obra que deveria evitar alagamentos é vaiada pela população

A Avenida Getúlio Vargas também registrou áreas alagadas. Três automóveis ficaram tomados pela água. Moradores da rua Sempre Viva, no bairro Jardim das Avenidas também tiveram que deixar suas casas por conta da água que invadiu os imóveis.

Protestos também no entorno da galeria pluvial construída no Centro, na esquina das avenidas Coronel João Fernandes e Capitão Pedro Fernandes, entre o Teatro Municipal Professora Célia Belizário de Souza e o Edifício Cruzeiro do Sul. A obra que custou aos cofres públicos R$ 755.874,04 e foi apontada pela prefeitura como solução para os alagamentos, não conseguiu dar conta e formou uma lamina d’agua de mais de um metro de altura. Motoristas e moradores que vivem próximo ao local vaiaram a obra e cobraram uma explicação do prefeito municipal.

A Defesa Civil ainda monitora os locais afetados e vai divulgar relatório dos estragos na manhã de domingo.

Reportagem e fotos: Saulo Pithan