Mesmo depois de dez dias do início das queimadas, o local vem sendo monitorado diariamente para evitar a propagação do fogo que ocorre no subsolo.

O incêndio começou em uma área de plantação de eucalipto na Lagoa da Serra, perto da estrada que dá acesso ao Morro dos Conventos. Muitas árvores ficaram com as raízes queimadas e caíram. No subsolo, há a chamada turfa, material orgânico altamente inflamável. Na terça-feira,09, o vento espalhou grandes nuvens de fumaça que deixaram a cidade praticamente encoberta. O forte cheiro de queimado causou preocupação aos moradores que ficaram assustados com o episódio.

Uma força-tarefa composta por equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e funcionários da Secretaria de Interior do município de Araranguá, iniciaram o combate às chamas que durou seis dias. Mesmo depois de ter acabado com as chamas, as autoridades ainda mantém o estado de alerta, pois segundo eles, a queimada da turfa acontece no subsolo e há riscos de novos focos de incêndio.

Na tarde de ontem a reportagem da Revista W3, acompanhou o trabalho dos Bombeiros e da Defesa Civil. Segundo o Sargento Antônio Luiz  Stradioto, a área precisou ser inundada para apagar o incêndio que acontece embaixo da terra. “Existem áreas isoladas no local onde a água ainda não chegou e por isso a fumaça persiste. Enquanto toda a área não estiver encharcada a turfa vai continuar queimando no subsolo e em consequência disso a fumaça também,” detalhou.

Risco de vida

O intenso trabalho realizado pelas equipes que ainda atuam no local exige atenção. De acordo com o sargento a ação oferece grandes riscos aos combatentes. “A informação de geólogos e especialistas que estiveram no local é de que a queima que ocorre no subsolo varia de 40cm a 40 metros de profundidade, sendo portanto um risco para quem está em cima do solo que fica vulnerável e pode também sofrer queimaduras graves caso ocorra desabamento, “explica. 

Reportagem: Saulo Pithan

Fotos: Rafael Ribeiro