Uma piada atribuída ao humor judaico retrata uma mãe caminhando na rua com dois meninos pequenos quando é abordada por uma desconhecida, que elogia a beleza das crianças e pergunta o nome dos respectivos. A mãe, orgulhosa, responde: “O engenheiro se chama Davi, e o médico, José.”            

Mães (e pais) de todas as culturas despejam um caminhão de expectativas e frustrações nas costas dos filhos logo que eles nascem e para toda a vida. A felicidade e o destaque profissional dos rebentos são indicadores de sucesso para toda família, como sugere o fundo de verdade contido na piada acima.

Pense em quantos amigos seus seguiram a profissão do pai ou da mãe. Ou quantos pais fazem questão de que o filho entre numa faculdade por eles idealizada como a melhor. A história que você conhece a seguir, vai na contramão de tudo isso. O mecânico Evilásio Savi Daros, não fez questão de influenciar a escolha do filho, que mesmo assim optou por seguir seus passos na vida profissional.

O herdeiro da mecânica Evicar, Erick Nagel Darós, 19 anos, hoje pega junto e não tem medo de serviço. Evilásio no entanto, conta que nunca palpitou na escolha profissional do garoto. “Eu sempre deixei meus filhos livres para fazerem o que quisessem e optassem pela melhor carreira, mas quando uma coisa é destinada a acontecer, não existe influência capaz de modificar o que está escrito,”acredita.

O empresário recorda que aprendeu com o pai a profissão, hoje repassada ao filho. “Acredito que seja um dom que vem com a gente desde pequeno, que está passando de pai para filho, de geração para geração”, ressaltou Evilásio.

E se o desejo de Erick continuar aceso, o futuro já pode ser considerado promissor para a Evicar.  Isto porque o jovem já e responsável por cuidar da parte eletrônica dos carros e também das redes sociais da empresa. Com uma conta no youtube (www.youtube.com/evicarmecanica), ele atualiza o mundo virtual com as novidades na área de mecânica. Atividade que orgulha o pai. “É sempre bom poder contar com a inovação e sangue novo dos jovens, ainda mais quando esta pessoa é meu filho”, alegra-se.

Prestativos, os dois trabalham juntos em média 10 horas por dia, além da convivência em casa. Para eles, quanto mais tempo passam na companhia um do outro, mais experiências profissionais obtém. “Desde pequeno eu aprendo com ele. De tudo o que sei, 90% aprendi com meu pai”, orgulha-se Erick.

As assessorias empresariais, hoje, não veem com bons olhos uma empresa familiar. Mas se depender desta dupla, mais esta regra deve virar mito.