Além de confessar o crime, uma arma de fogo foi apreendida

Passados mais de dois meses da morte de Elizeu de Aguiar de 45 anos, ocorrida em uma propriedade rural em Timbé do Sul, hoje no final da tarde, foi cumprido mandado de busca e apreensão na casa de um dos acusados, morador de Meleiro.

O delegado Jair Pereira Duarte que está respondendo interinamente pela delegacia da Comarca de Turvo e seus agentes, se deslocaram até a casa de Lauri Goulart Maia de 36 anos, morador do interior de Meleiro, por volta das 17h30min desta segunda-feira (13) para dar cumprimento ao mandado.

Conforme o delegado, durante as buscas foram encontrados escondidos dentro de um pacote de carvão, no interior da churrasqueira um revólver calibre 38 municiado com seis cartuchos e mais nove munições. Lauri assumiu ser um dos autores do crime e alegou legítima defesa. “Tínhamos a informação de que o Lauri possuía uma arma de fogo em sua residência e que esta arma havia sido usada no homicídio. No deslocamento para a delegacia, o próprio, confessou que esta arma foi usada no crime, alegando legítima defesa. Afirmou que foi chamado pelo médico para a realização de um serviço e não sabia que havia o atrito entre ele e a vítima. Disse ainda que andava armado pois foi vítima de furto e estava sendo ameaçado e atirou contra Elizeu porque a vítima partiu para cima dele na posse de um facão”, esclareceu o delegado que comandou os trabalhos.

Após os procedimentos, Lauri foi levado para a Central de Polícia de Araranguá e entregue aos agentes do Deap que o recolheram ao presídio.

Relembre o crime

Elizeu de Aguiar de 45 anos foi assassinado no dia quatro de agosto deste ano, na Serra da Rocinha em Timbé do Sul. A vítima estava em sua propriedade rural, juntamente com seus funcionários, roçando o mato, quando recebeu uma ligação em seu celular, porém, como no local o sinal de telefonia móvel é ruim, andou por aproximadamente 500 metros, quando foi morto. A ligação, de acordo com as testemunhas, foi por volta das 14 horas e, como Eliseu não retornou junto aos homens que roçavam, eles saíram a sua procura, o encontrando já sem vida, por volta das 15h10min, sendo imediatamente acionada a Polícia Militar.

O desfecho – três acusados

Elizeu foi alvejado por seis disparos de arma de fogo e, após uma série de investigações, 20 dias depois da vítima ter sido executada, a polícia descobriu que o médico, José Nicolau Moraes Vieira em conjunto com dois comparsas, que eram seus pedreiros, Rudinei Nazário da Rosa e Lauri Goulart Maia, foram até o local do homicídio para resolver uma disputa de terras com Elizeu. Chegando no local do crime, os comparsas efetuaram os disparos que vitimaram Eliseu e depois do assassinato, os três fugiram para o município de Meleiro, onde residem.