Elas são verdadeiros anjos sem asas e aliadas incansáveis na luta contra o câncer. Um grupo formado por trinta mulheres integra a Rede Feminina de Combate ao Câncer em Araranguá. O trabalho voluntário e silencioso destas senhoras ganha evidência em campanhas como Outubro Rosa, que busca sensibilizar as mulheres para a importância do câncer de mama. Ao invés de mostrar histórias de quem conviveu ou ainda convive com a doença, a Revista W3 vai revelar a iniciativa de quem acompanha de perto o tratamento de pacientes diagnosticados com câncer e acaba se tornando uma espécie de ombro amigo para aqueles que passam por momentos de angústia na luta contra a doença. 

De braços abertos

No ambulatório do Hospital Bom Pastor, há uma ala onde mulheres que descobrem ter câncer recebem atendimento médico. No mesmo corredor, a organização não governamental (ONG) Rede Feminina de Combate ao Câncer  tenta mudar o caminhar sofrido das pacientes ao oferecer apoio àquelas que aceitam ajuda desde o diagnóstico. 

É no setor que dezenas de voluntárias, como Dona Clarice Roglio de Oliveira, 73 anos e Dione Munari, 71, recebem de braços abertos essas pessoas. As duas desempenham várias funções, mas a principal delas é trabalhar na prevenção, alertando para a importância da realização do autoexame  e da mamografia, que permitem o diagnóstico precoce, evitando que muitas vidas sejam abreviadas. “Realizamos um trabalho voltado principalmente a sensibilização. São ações e campanhas educativas que visam alertar para o problema. São palestras e visitas realizas como forma de esclarecer sobre a doença,” explica dona Clarice que atualmente preside a entidade.

Garra e disposição 

Além de realizar o trabalho educativo, as “damas de rosa” ainda encontram disposição para peregrinar pela cidade vendendo camisetas da entidade que evidenciam a luta contra o câncer. O valor arrecadado é revertido para as ações promovidas pela Rede Feminina. Indagada sobre o que motivou dedicar parte da vida à pessoas com quem nunca teve contato, dona Dione é enfática: “Ser voluntária é “saber doar e amar”. Eu me sinto bem. Faço tudo com tanto carinho”, frisou ela. Segundo a aposentada, esse trabalho é uma espécie de remédio para qualquer mal. “Às vezes, as pessoas ficam com depressão. Procure ser voluntário e fazer algo para quem precisa. A tristeza passa”, destacou.

Vem pra luta

Participe do movimento Outubro Rosa. Neste sábado , das 09 às 12h, no Calçadão de Araranguá, a Rede Feminina de Combate ao Câncer estará juntamente com a Secretaria Municipal de Saúde, orientando sobre a doença. No domingo, as 15h, haverá a “Tarde Cor de Rosa”, uma espécie de café beneficente organizado pelas voluntárias no Grêmio Fronteira.

Mutirão de mamografias

A Secretaria Municipal de Saúde estará realizando neste sábado, nos períodos da manhã e tarde, o mutirão de mamografias. Mulheres interessadas devem comparecer às unidades de saúde e no Bom Pastor. 

Reportagem: Saulo Pithan

Fotos: Fernanda Rocha