Após quase dois meses da morte do jovem Leonardo Marques Giassi, de 19 anos, conhecido como “Pantera ou Panterinha”, por volta das 17 horas desta segunda-feira (15), se apresentou espontaneamente na presença de seu advogado, Jeferson Francisco Marcelino, também de 19 anos, mais conhecido como “Jefinho”, autor do homicídio.

Segundo o delegado Jorge Giraldi, coordenador da Divisão de Investigação Criminal de Araranguá, que investigou o crime, o acusado foi interrogado na DIC e confessou a autoria do disparo de arma de fogo que atingiu a lateral da cabeça da vítima, que veio a óbito três dias depois, no hospital em Criciúma. “Friamente e aparentemente sem remorso, “Jefinho” contou que não teve a intenção de matar “Panterinha”. Que apenas atirou na cabeça para assustar, o que não me convenceu, pois, quem atira contra a cabeça, tem a intenção de matar”, esclareceu Giraldi, salientando que o acusado afirmou ser amigo de Leonardo.

Motivação seria dívida

Segundo o acusado em depoimento, ele procurou “Panterinha” para cobrar explicações e tentar reaver a importância de R$ 900,00 que segundo 'Jefinho' teria sido furtado da casa de sua mãe. “Um dia antes de eu atirar nele, foi furtado lá de casa R$ 900,00, montante este do meu trabalho, uma vez que sou servente de pedreiro. Como até então ele era meu amigo, sabia onde estaria o dinheiro, foi lá e furtou”, revelou o jovem assassino.

Como eram conhecidos, o acusado contou que sabia que Leonardo não tinha dinheiro e, coincidentemente, depois de ter sumido os R$ 900,00, Leonardo apareceu gastando dinheiro na Zona de Meretrício e também em um bailão que ele frequentava, no bairro Mato Alto. “No outro dia de manhã, o acusado foi atrás da vítima para cobrar o valor subtraído e no calor da discussão e diante da negativa de autoria da prática do furto por parte de Leonardo, 'Jefinho' o alvejou com um disparo na cabeça”, ponderou a autoridade policial.

Leonardo Marques se encontrou com o acusado por volta das 10h30min do dia 13 de julho deste ano, próximo à Favela do UCCA. Após a discussão, “Jefinho” sacou o revólver calibre 32 que carregava no bolso e efetuou um único disparo na cabeça de seu desafeto, fugindo do local. A vítima teve morte cerebral no dia 16 do mesmo mês. Já o acusado, se refugiou em Passo de Torres e por último, segundo ele, estava residindo em Sombrio.

Quando indagado como soube da morte de Leonardo, “Jefinho” contou que viu no site da Rádio Araranguá/AM.

Jovem confessa Tentativa de Homicídio

Ontem, ao delegado Jorge Giraldi, Jeferson também confessou que na madruga do dia 04 de maio deste ano, efetuou um disparo de arma de fogo a queima roupa, atingindo o abdômen de Anderson Diogo Munaretto de 20 anos, morador da cidade de Morro Grande. Conforme Jeferson, ambos estavam no interior do Bailão do Luiz, no Bairro Mato Alto quando a vítima começou a encará-lo. Aproveitando-se do momento em que os seguranças deixaram o recinto para atenderem uma briga que acontecia do lado externo da casa noturna, 'Jefinho' foi tirar satisfações da vítima e cobrar explicações dos motivos de o estar encarando. “O cara era grande e eu fui questioná-lo. Quando ele colocou o dedo na minha cara, saquei o revólver a atirei a queima roupa no abdômen, enquanto estávamos na pista de dança.

Segundo o atirador, ele entrou no Bailão do Luiz com o revólver de calibre .32, no interior do salão porque o escondeu dentro do tênis que usava. “Jefinho” contou ao delegado que o revólver calibre 32 foi usado nos dois crimes: na tentativa de homicídio e no homicídio, num intervalo de aproximadamente dois meses. “Quando perguntei à ele sobre a arma, disse ter vendido à um caminhoneiro no bairro Polícia Rodoviária por R$ 600,00, dias após ter matado “Panterinha”, finalizou Giraldi.

Como não houve situação de flagrância 'Jefinho” foi liberado logo após o interrogatório.

Reportagem e fotos: Karin Mariana- Contra o Crime