O transporte de pedra britada do Morro Maracajá será interrompido. A decisão foi tomada pelos moradores da Rua Pedro Rocha e comunicada ao prefeito Arlindo Rocha, na tarde de segunda-feira, em reunião no Paço Municipal. Indignados, e desrespeitados, eles afirmam que não suportam mais o volume do tráfego desde as primeiras horas da manhã, os moradores decidiram impedir que os mais de 200 caminhões que trafegam por aquela via cheguem ao pátio da SBM Mineração para carregar.

Moradora da Rua Pedro Rocha desde que nasceu, Maria Salute Ross é uma das mais acirradas defensoras do fim do tráfego de caminhões em frente à sua casa. Segundo ela, não bastasse o intenso volume de veículos pesados - caçambas, bitrens e até tritrens, informam os moradores - motoristas pouco educados ainda desacatam quem lhes chama atenção pela velocidade que transitam. Recentemente atendendo pedido dos moradores a direção da SBM providenciou novas lombadas, porém mais baixas, que só agravaram a situação.

Do debate com os moradores no encontro o prefeito Arlindo Rocha concordou com a necessidade de uma alternativa de tráfego para os caminhões em direção a BR-101. A solução, entende, é a reabertura da Rodovia Jacob Westrup, interrompida há cerca de 20 anos e que foi "incorporada" por uma empresa particular. Arlindo informou que já abriu conversações para que o governo do Estado, por meio do Deinfra, tome as medidas necessárias para recuperar o traçado da rodovia estadual.

O clima de insatisfação e a decisão dos moradores da Rua Pedro Rocha foi comunicada pelo prefeito, por telefone, ao advogado Werner Backes, assessor jurídico da mineradora no processo que resultou no Termo de Ajustamento de Conduta para repavimentação do Acesso Norte de Maracajá. O comerciante Gian Minatto confirma a disposição dos moradores e organiza o grupo para garantir os objetivos propostos. "Estamos preparados para uma batalha que não será fácil, mas determinados", resume.

Fonte: Gilvan de França