Nas últimas semanas, o desmoronamento das margens do Rio Araranguá tem gerado muitos debates entre a população de Araranguá. O buraco já tomou conta da pista, e não há como veículos trafegarem pela Rui Barbosa.

No início desta semana, o Ministério Público requisitou para a FAMA um estudo do local para apurar se a causa da erosão seria a deficiência de mata ciliar, e também ordenou a prefeitura de Araranguá a divulgar o cronograma da obra de reparo no prazo máximo de 15 dias.

A reportagem procurou o ambientalista, Tadeu Santos, para saber a opinião de um especialista e entender melhor a situação. Na opinião de Tadeu, uma das causas principais é a deficiência da mata ciliar apontada pelo MP. “Não dá para afirmar com toda a certeza sem um estudo geológico daquele trecho, mas toda margem do rio precisa de uma mata ciliar. O local onde aconteceu a erosão não tem uma adequada, a existente foi plantada nos últimos dez anos. É evidente que aquele local tem uma vulnerabilidade geológica, e pode ocorrer deslizamentos muitos maiores inclusive”.

Tadeu explica que há muito peso naquele local, e que o problema da erosão é antigo. “Existe muito peso ali, além das construções, automóveis pesados como os ônibus e caminhões passam pela Rui Barbosa. A situação e conhecida há muito tempo pelo município, mas nada foi feito. O problema é grave. Todo o trecho entre a revenda de carros até a rodoviária tem que ser vistoriado por especialistas de modo a evitar uma tragédia como ocorrem nem várias situações semelhantes de uso inadequado do solo”, explica. A solução proposta pelo especialista é fechar a pista como forma de garantir a estabilidade.

Prefeitura atualiza caso

Segundo o secretário de Obras, Guilherme Peruchi, os trabalhos já foram iniciados. “Nós pegamos três orçamentos de empresas para fazer a sondagem. A previsão até que a segunda-feira, 10, a sondagem já esteja pronta. Na próxima semana nós discutiremos as opções e vamos trazer um engenheiro especialista em contenções. Esperamos que dentro de 14 dias os trabalhos estejam bem encaminhados e que uma solução definitiva seja tomada”, finaliza.