As imagens são fortes e a história também, mas não há como não mostra-las. Entre tantas sugestões de pauta que a reportagem do Grupo W3 recebe uma, em especial, chamou atenção nesta quinta-feira, 23: um pedido desesperado por ajuda a uma adolescente, de 14 anos, que está com fortes dores na cabeça há 43 dias e já apresenta sangramento nos olhos e nariz.

Adriele da Silva Cardoso mora no bairro Operária, em Araranguá, e é sua mãe, Angélica da Silva, que relata o sofrimento da menina e de toda a família. Segundo ela, a dor começou no dia 10 de abril e aparentemente tratava-se de algo comum. “Ela chegou da escola dizendo que estava com dor de cabeça, mediquei ela com paracetamol, como sempre faço. Mas no dia seguinte, os olhos ficaram vermelhos e passaram a lacrimejar. Fomos na UPA e diagnosticaram como conjuntivite, receitaram um colírio para utilizar durante 14 dias, mas assim que ela terminou esse tratamento, os olhos dela incharam. Voltamos na UPA e disseram que poderia ser sinusite”, afirma.

Com o passar dos dias, a dor foi evoluindo. Mãe e filha trilharam o caminho para a Unidade de Pronto Atendimento e o Hospital Regional de Araranguá, receberam diversos diagnósticos inconclusivos e até o momento, não sabem do que se trata. “A dor só aumenta, chegou ao ponto de sair sangue do nariz e dos olhos. Ela já fez alguns exames, mas nada foi diagnosticado. Já perdemos as contas de quantas vezes fomos até a Emergência, mas ninguém descobre o que é e minha filha continua sofrendo”, destaca.

Adriele chegou a se consultar com um neurologista de Criciúma que solicitou alguns exames, mas eles só foram agendados para o dia 11 de junho. Em consulta com um otorrinolaringologista, o médico solicitou uma tomografia de emergência, que a menina chegou a fazer, porém devido ao sangramento, o resultado foi inconclusivo e ela precisa refaze-la. “O problema é que a tomografia custa R$ 200, e o oftalmologista solicitou outro exame, que custa R$ 250. Nós não temos dinheiro para bancar isso. Já busquei ajuda no SUS, por meio da secretaria de Saúde, porém pediram que eu aguarde até a próxima semana. Como eu vou esperar? Eu não suporto mais ver a minha filha sofrendo desse jeito e não poder fazer nada”, desabafa.

Segundo ela, a medida que o tempo passa, o caso de Adriele só piora. “A cada dia surge uma dor nova. Há 20 dias ela está com este sangramento nos olhos e no nariz, agora começou com uma dor no pescoço e dores na barriga, que ela diz que se parecem com ‘choques’. Estamos desesperados”, ressalta.

Na tentativa de ajudar a menina, alguns professores da escola onde ela estuda já levantaram a possibilidade de realizar uma vaquinha para bancar os custos dos exames e consultas. “Nós não sabemos mais o que fazer, não podemos esperar mais. Pedimos ajuda de quem puder salvar a minha filha”, finaliza.

Para quem quiser mais informações sobre o caso, ou puder colaborar com a menina de alguma forma, pode entrar em contato com Angélica pelo telefone 48 99683.4998.